Mediação: por que o advogado deve saber o que é e como funciona?

Não é novidade para ninguém que, por um lado, o judiciário está abarrotado de ações e, por outro, não possui mão de obra nem recursos suficientes para em tempo hábil julgar a imensidão de processos existentes. A cada dia aparecem novas ações e as que já existem não se encerram na mesma velocidade das que surgem. Assim, os legisladores, magistrados, advogados e operadores do Direito em geral vêm buscando soluções para a crise que se instalou. Nessa era do Direito 4.0 existem diversas tentativas para a desjudicialização do conflito por meio dos métodos adequados de resolução de conflito (mediação, arbitragem, advocacia colaborativa, conciliação etc.)

A mediação (prevista no artigo 3º, §3º do CPC e na lei 13.140/15) é um dos temas mais discutidos na atualidade e com certeza um dos grandes campos de atuação para o Advogado 4.0, aquele que quer se destacar e buscar novas maneiras de atuação. Para você que não sabe o que é e como a mediação funciona, ou para quem já sabe, mas quer aprofundar um pouco mais, vamos tirar todas suas dúvidas.

1. O que é mediação

A mediação é um método autocompositivo, ou seja, as próprias partes tentaram chegar a um acordo de interesse de ambas, sem a imposição de uma decisão por um terceiro.

Segundo o CNJ a mediação é uma conversa/negociação que será intermediada por um terceiro imparcial (mediador) que busca favorecer e organizar a comunicação entre as partes. Preferencialmente, ocorrerá em casos que já exista uma relação anterior entre as partes (conflitos da área de família, sócios de uma empresa, vizinhos etc.) para que possam compreender os fatos que ocasionaram o conflito e uma vez restaurada a comunicação, criarem soluções. Por já existir uma relação anterior e uma intenção de restaurar a confiança existente, os casos mais comuns levados a mediação são conflitos familiares, empresariais e de direito real.

2. Princípios orientadores

Para garantir um ambiente favorável à restauração da relação, a lei 13.140/15, estabeleceu em seu artigo 2º os princípios orientadores da mediação. Esses princípios são tão importantes que antes de iniciar o procedimento sempre deverão ser informados aos mediandos:

  • Imparcialidade do mediador: a própria mediação já é definida como um método de autocomposição no qual o terceiro somente irá auxiliar as próprias partes a estabelecerem um acordo, logo, para criar um ambiente confortável e propício para a confiança, o mediador não pode de nenhuma maneira se deixar influenciar ou aparentar ter preferência por uma das partes.
  • Isonomia das partes: Esse princípio complementa a imparcialidade, ou seja, todos os presentes serão tratadas de maneira igual, sendo concedidas as mesmas oportunidades para cada um. Por exemplo, no início da sessão cada mediando irá contar a sua versão dos fatos e terá o tempo necessário para tanto sem interrupções.
  • Informalidade: O objetivo é buscar um ambiente favorável para que as partes possam chegar a um acordo de ganhos mútuos, certo? Então, para que todos se sintam à vontade, em regra, não exige grandes formalidades ao contrário do que acontece em um processo judicial por exemplo.
  • Oralidade: Buscando a informalidade e até para aumentar a confiança dos envolvidos, o procedimento deve ser oral, no qual a maioria das intervenções será feita por meio da fala. Por mais que exista o dever de sigilo, um documento escrito pode gerar a desconfiança de que será usado como prova caso surja um processo judicial.
  • Autonomia da vontade das partes: Logicamente, se o objetivo é a busca de uma negociação integrativa, na qual ambas as partes livremente tentem solucionar o conflito, é preciso que elas estejam voluntariamente presentes. Inclusive, considerando que um dos objetivos da mediação é retomar o vínculo fragilizado, de nada adiantaria forçar qualquer uma das partes a participar do procedimento.
  • Busca do consenso: Novamente, remete a própria definição do instituto, qual seja, o terceiro somente irá facilitar o diálogo para que as partes possam chegar consensualmente em um acordo.
  • Boa-fé: Esse é um princípio que deve orientar todas as relações públicas e privadas. No caso da mediação, para que as partes possam chegar a um consenso, é necessário que ambas estejam dispostas a resolver o conflito agindo com base na lealdade e não tentem utilizar a mesma para vantagens indevidas, como, por exemplo, tentar aproveitar a boa-fé da parte contrária para obter provas para um futuro processo judicial.

Por fim, para dar mais segurança e possibilitar esse ambiente favorável ao diálogo, o mediador deve no início dos trabalhos e sempre que achar necessário, informar os mediandos sobre a confidencialidade do procedimento, ou seja, tudo que for dito ou anotado possui caráter confidencial dentre todos os presentes, não podendo ser utilizada em futuro procedimento judicial ou arbitral, salvo se assim as partes concordarem.

3. QUEM PODE SER MEDIADOR

Legalmente, qualquer pessoa pode ser um mediador e poderá ser escolhida pelas partes ou designado pelo tribunal.

  • Mediador judicial: Para atuar nessa modalidade, o mediador precisa ser graduado há pelo menos dois anos (em qualquer curso reconhecido pelo MEC) e ter obtido capacitação por escola ou instituição de formação de mediadores reconhecida pelo ENFAM (Escola Nacional de Aperfeiçoamento de Magistrados).
  • Mediador extrajudicial: Qualquer pessoa capaz que tenha confiança das partes poderá atuar nessa modalidade, entretanto, para maximizar o êxito nos conflitos, é imprescindível fazer um curso teórico e prático para obter um certificado de mediador extrajudicial.

Se você tem interesse em obter o certificado de capacitação, fique atento para a duração do curso. Para que o certificado de capacitação seja válido, o curso deverá ter no mínimo 40 horas teóricas e 60 horas práticas.

4. O ADVOGADO NA MEDIAÇÃO

Além de poder atuar como mediador, o papel do advogado na mediação é de suma importância.  Especialmente por ser um método de resolução de conflito pouco conhecido, o advogado é imprescindível para informar sobre essa opção e instruir as partes quanto a seus benefícios. Igualmente, a sua assessoria e presença no procedimento é fundamental, inclusive, para prestar orientações jurídicas uma vez que ao mediador não é permitido fazer qualquer esclarecimento legal.

Assim, um advogado bem preparado toma uma postura colaborativa e pode auxiliar as partes na busca de um acordo, enquanto um profissional sem conhecimento sobre o assunto provavelmente será um obstáculo para o mesmo.

5. VANTAGENS DA MEDIAÇÃO

A mediação busca uma solução em comum acordo entre as partes, (que são as únicas responsáveis pela sua elaboração), assim, tende a ter uma maior chance de efetiva resolução do conflito, dentre outras vantagens:

  • Considerando que um conflito pode acabar com uma relação existente (pais e filhos, irmãos, sócios de uma empresa, vizinhos etc.) em uma disputa adversarial (processo judicial ou arbitral) no qual não se busca retomar a comunicação, muitas vezes, mesmo após o caso ser decidido, a sentença não agrada uma ou ambas as partes. O maior problema dessa insatisfação, é que após um processo litigioso, qualquer relação que já existiu entre as partes pode ficar fragilizada e até mesmo se romper. Assim, como o objetivo da mediação é facilitar essa comunicação, não raras vezes, pessoas que vinham a algum tempo se relacionando somente o mínimo necessário, retomam esse vínculo e se tornam parceiros novamente. Lembrando, um mal acordo ou sentença poderá ocasionar um novo litígio ou agravar um ressentimento.
  • Para criar esse ambiente de confiança, a mediação é sigilosa, ou seja, tudo que ali for dito não poderá ser utilizado como prova caso futuramente venha existir um processo judicial.
  • A mediação busca a maximização dos interesses dos mediandos (os dois saem ganhando) e não a vitória de apenas um deles (o que normalmente acarreta na derrota de ambos).
  • Os mediandos vão se ver como cúmplices na busca da resolução do conflito e não como inimigos a serem combatidos a qualquer custo.
  • A mediação é um processo célere, em questão de meses é possível resolver conflitos complexos.
  • Por ser um processo célere a possibilidade de satisfação de seus clientes é muito maior e um cliente satisfeito é a melhor propaganda que existe.
  • A mediação acaba com a incerteza proveniente do judiciário, no qual não é possível saber se a sentença será favorável ou não.

Agora que você já sabe o que é e como funciona a mediação, mas quer se aprofundar ainda mais no tema, confira a série de vídeos sobre Mediação e Advocacia Colaborativa em nosso curso Ganhe dinheiro na nova era do direito.

Pontos importantes de uma audiência de instrução e julgamento trabalhista

A sala de audiência é um dos principais e mais importantes palcos de atuação do advogado.  É nesse ambiente que se têm o contato mais direto com o juiz e é formado grande parte do seu convencimento para a elaboração da sentença. No Direito do Trabalho, esse momento é mais importante ainda, pois muitas vezes os documentos apresentados no processo não condizem com a realidade e é na Audiência de Instrução e Julgamento que o magistrado vai questionar os fatos alegados.

Para que você possa dominar uma audiência trabalhista, vamos falar sobre suas principais características e peculiaridades.

Características Básicas

Por cuidar das necessidades mais básicas de qualquer cidadão (verbas de natureza alimentar), o acesso à justiça precisa ser facilitado, portanto, o Direito do Trabalho para obter uma solução rápida, simples e efetiva da lide, têm como suas primordiais características: simplicidade, oralidade e celeridade.

Pelo princípio da simplicidade, busca-se evitar ao máximo à burocracia processual e para tanto, não se exige excessivo rigor técnico para a prática dos atos em juízo. Assim, como o objetivo é alcançar o convencimento do julgador, na maioria das vezes, independentemente da forma que for utilizada (escrita ou oral), um fato não deixará de ser analisado por uma simples falha processual. Claro que existem algumas formalidades que não podem ser desconsideradas, como por exemplo, os prazos para interposição de recursos. Mas em regra, a busca pela verdade real é mais importante.

O princípio da oralidade vem reforçar essa simplicidade do rito, de modo que diversos atos poderão ser feitos de forma oral, ou seja, sem a necessidade de uma peça escrita. A própria CLT em seu artigo 840 permite que a própria reclamação (petição inicial) poderá ser feita de forma escrita ou verbal. Caso for escolhida a segunda opção, o próprio escrivão ou secretário deverá transcrever o que lhe foi narrado.

O princípio da celeridade em conjunto com os outros dois visa garantir que o processo não fique tramitando indefinidamente em nossos tribunais. Não é nenhum mistério que o Judiciário encontra-se abarrotado e um processo pode durar anos até ser definitivamente julgado, entretanto, como o objeto do Direito Trabalhista é a própria subsistência do trabalhador, os juízes deverão sempre buscar uma solução em prazo razoável. Não basta que a população tenha Acesso à Justiça, é preciso que a sentença seja proferida em tempo razoável para que o processo seja efetivo.

Jus Postulandi

Jus Postulandi pode parecer mais uma palavra difícil que somente os operadores do Direito sabem seu significado, mas simplesmente quer dizer o direito de postular em juízo, ou seja, a capacidade para ajuizar uma ação. Normalmente, a única pessoa que tem essa capacidade é o advogado devidamente inscrito na OAB, entretanto, existem algumas exceções a essa regra, e o Direito do Trabalho é uma delas. Como o objetivo do processo trabalhista é assegurar verbas alimentares necessárias para a própria subsistência da parte, a CLT em seu artigo 791 permite que os empregados e empregadores compareçam em juízo sem a presença de um advogado.

Vale lembrar que esse jus postulandi não é absoluto. Segundo a súmula 425 do TST, o mesmo é limitado às Varas e Tribunais Regionais do Trabalho, não valendo para à ação rescisória, ação cautelar, mandado de segurança e recursos ao TST.

Entretanto, por mais que a parte não precise de um procurador, nunca é aconselhável buscar seus direitos dessa forma. Por mais que exista essa permissão, a figura do advogado é fundamental para maximizar as possibilidades de êxito, afinal, prática e familiaridade com os processos são fatores decisivo para uma boa condução do processo.

A Verdade Real

Devido a hipossuficiência do trabalhador, muitas vezes eles acabam assinado documentos que não condizem com a realidade. Um bom exemplo disso é o famoso ponto britânico, aquele cartão de ponto que registra que o trabalhador iniciou e terminou sua jornada todos os dias no horário exato (todos os dias chegava às 9:00 e saía às 18:00). Como é praticamente impossível chegar e sair todos os dias no mesmo horário, quando uma empresa apresenta essa documentação, o juiz já começa a presumir uma fraude. Isto porque, muito provavelmente, sob ameaça de demissão, o trabalhador pode ter sido obrigado a assinar esse horário e pode ter trabalhado além dele. Portanto, a verdade documental é uma, mas a verdade real (a dos fatos) é outra.

Devido a esse fato, no Direito do Trabalho as provas testemunhais ganham ainda mais força e é na Audiência de Instrução e Julgamento que o advogado bem preparado vai conseguir demonstrar para o juiz o direito de seu cliente. Lembre-se sempre das dicas a seguir:

  • Converse com o seu cliente e testemunhas antes da audiência (preferencialmente alguns dias antes) para que possa explicar como funciona o procedimento, o que pode acontecer e o que devem fazer.
  • Comece explicando que no ínicio o juiz vai informar que o depoente somente deve dizer a verdade, sob pena de prisão. Por mais que os advogados estejam acostumados com essa frase, outras pessoas podem se sentir ameaçadas e sua defesa ficará prejudicada.
  • Em seguida, oriente a parte ou testemunha a ser o mais objetiva possível e responder exatamente o que lhe foi perguntado. Muitas vezes, ao tentar falar demais, ela pode acabar se contradizendo ou falando alguma coisa que não devia.
  • Por fim, os juízes são preparados e sabem como questionar uma testemunha, então, nada de tentar induzir o que elas devem dizer, além de ser antiético, poderá acarretar na prisão do depoente e em um processo disciplinar junto à OAB para o advogado.

O Horário da Audiência

Por mais que diversos tribunais tenham aderido a prática de conceder uma tolerância de 15 minutos de atraso, não existe nenhuma norma legal que determine esse tempo. Então, evite chegar atrasado para à audiência, o juiz pode muito bem dar por encerrado o feito e registar a ausência, o que acarretará em prejuízos para seu cliente. Lembre-se que não é possível prever o que pode acontecer no caminho até o tribunal, (um pneu pode furar, um engarrafamento acontecer e diversas outras situações inesperadas podem ocorrer), então um bom conselho é chegar com no mínimo trinta minutos de antecedência.

Curiosamente, existe sim uma tolerância legal de 15 minutos, mas esse tempo concedido apenas para o próprio juiz. Na verdade esse prazo é mais uma garantia para o reclamante e reclamado do que um benefício para o julgador. Como sabemos, devido a quantidade de audiências que acontecem a cada dia, elas quase nunca começam no horário marcado. Para que as partes não sejam obrigadas a esperar indeterminadamente, o artigo 815 da CLT permite que se em até 15 minutos após a hora marcada, o juiz não comparecer, as partes poderão se retirar, devendo, obrigatoriamente, fazer constar no livro de registro de audiências esse fato. Claro, que essa permissão não deve ser usada discricionariamente, por mais que os atrasos possam atrapalhar sua agenda, a remarcação de uma audiência pode demorar muito tempo e isso prejudicará o seu próprio cliente.

Ausência das Partes

Como vimos, é na Audiência de Instrução e Julgamento o momento para que o juiz possa consolidar sua compreensão do caso, portanto, a presença das partes é obrigatória nesse momento. Seja por atraso, por esquecimento ou por opção própria, a ausência em uma audiência causa algumas consequências graves.

Se quem não compareceu em juízo foi o reclamado, será decretado a sua revelia, que significa a confissão quanto à matéria fática. Basicamente, se o empregador não compareceu nesse momento, pressupõe que concorda com tudo que foi alegado pelo trabalhador (confissão ficta).

Uma confusão que pode ocorrer, se em uma audiência de instrução e julgamento a parte ausente for o reclamante, igualmente importará na confissão quanto a matéria fática, ou seja, presumi-se como verdadeiro o alegado pela defesa, ao contrário do que acontece em uma audiência una ou de inicial, quando é determinado o arquivamento do processo e caso não compareça em duas audiências seguidas, ficará proibido de propor nova ação pelo prazo de seis meses.

Ficar atento a esses detalhes pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso em uma ação trabalhista. E agora, depois de entender os pontos importantes da audiência de justificação, que tal assistir a série de vídeos feitas pelo Juiz de Direito José de Andrade Neto e se tornar Expert em audiências! Aproveite também para ganhar experiência prática vendo a atuação real de outros profissionais através do nosso parceiro Audiências Online.

 

Entenda a Lei de Crimes Ambientais (lei nº 9.605/98)

O Meio Ambiente durante grande parte da história foi menosprezado em favor do desenvolvimento econômico. Com a evolução da sociedade e dos direitos fundamentais, foi concedido ao Meio Ambiente seu caráter essencial a existência de todos e para tanto deve ser assegurado e protegido pelo poder público e todos os cidadãos. Entretanto, mesmo com todo a regulamentação legal, previsão constitucional e órgãos responsáveis, de tempos em tempos nos deparamos com tragédias como o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho (ambas em Minas Gerais), a contaminação por material radioativo (Césio 137) em Goiânia e incontáveis vazamentos de óleo em nosso litoral.

Nesse sentido, para garantir a preservação do Meio Ambiente, foi criada uma legislação específica para tratar sobre os Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), que estipula sanções penais e administrativas para quem causar prejuízos.

1 – Qual a definição de Meio Ambiente?

A lei define o Meio Ambiente como o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permitem, abrigam e regem a vida em todas as suas formas.

Podemos concordar que é uma classificação bem confusa e ampla, para simplificar, o Meio Ambiente pode ser considerado como a interação de elementos naturais, artificiais e culturais que proporcionam o desenvolvimento da vida. Inclusive, ele é dividido em quatro tipos:

  • Meio ambiente natural (físico): São os recursos naturais (solo, água, ar, flora e fauna);
  • Meio ambiente artificial: É aquele que foi construído ou alterado pelo Ser Humano (prédios, ruas, praças, parques);
  • Meio ambiente cultural: É o patrimônio histórico, artístico, paisagístico, ecológico, científico, turístico, etc;
  • Meio ambiente do trabalho: É a extensão do Meio Ambiente Artificial e é relacionado aos fatores do ambiente de trabalho (local, ferramentas, máquinas, equipamentos, agentes químicos e físicos etc.).

2 – De quem é a competência quanto ao meio ambiente?

O Meio Ambiente é tão importante que a Constituição Federal determina que todos os entes públicos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) devem protegê-lo em conjunto. Por sua vez, a competência para legislar é concorrente entre todos os entes, sendo que a União vai se limitar a estabelecer as normas gerais e os demais entes irão criar as regras específicas.

3 – Quais os objetivos da Política Nacional do Meio Ambiente?

Para que o Meio Ambiente possa ser protegido, o legislador estipulou como Política Nacional as seguintes prioridades:

  • A busca pelo equilíbrio e compatibilidade entre o desenvolvimento econômico/social e a preservação do Meio Ambiente;
  • A definição de áreas prioritárias para ações governamentais;
  • O estabelecimento de critérios e padrões de qualidade ambiental;
  • A criação de normas relativas ao uso e manejo dos recursos;
  • O desenvolvimento de pesquisas e tecnologias para o uso racional de recursos ambientais;
  • A difusão de tecnologias para gestão ambiental;
  • A divulgação de dados e informações ambientais;
  • A formação de uma consciência pública para à preservação e equilíbrio ambiental;
  • A preservação e restauração dos recursos ambientais; 
  • A imposição de obrigações de recuperar e/ou indenizar os danos causados ao Meio Ambiente.

4 – Quais são os órgãos responsáveis pela proteção do Meio Ambiente?

Em primeiro lugar, o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) será composto pelos órgãos e entidades do poder público (União, Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios), bem como as fundações responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. O mesmo será dividido da seguinte forma:

  • O Conselho de Governo é o órgão superior responsável por assessorar o Presidente da República na formulação da Política Nacional do Meio Ambiente;
  • O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) é o órgão consultivo e deliberativo que tem como finalidade assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo às diretrizes, normas e padrões para alcançar um Meio Ambiente ecologicamente equilibrado;
  • A Secretaria do Meio Ambiente da Presidência da República é o órgão central que tem a finalidade de planejar, coordenar, supervisionar e controlar a Política Nacional e diretrizes estipuladas;
  • O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Instituto Chico Mendes) são os órgãos executores que tem como atribuição executar a Política Nacional e suas diretrizes;
  • Os órgãos e entidades estaduais são responsáveis pela execução dos programas, projetos, controle e fiscalização de atividades que possam provocar prejuízos ao Meio Ambiente; 
  • Os órgãos e entidades municipais tem a atribuição de controlar e fiscalizar essas mesmas atividades.

5 – Quais são os tipos de Crimes Ambientais?

Por existirem diversos tipos de Meio Ambientes, a legislação dividiu os Crimes Ambientais em alguns tópicos:

  • Crimes contra a Fauna (arts. 29 a 37)

Estará cometendo esse tipo de crime quem matar, perseguir, caçar, pescar, apanhar, impedir a procriação, modificar ou destruir ninhos, vender e/ou guardar em cativeiro animais silvestres (nativos ou em rota de migração), introduzir espécies estrangeiras em território nacional. Lembrando, que se a pessoa possuir licença ou autorização não será considerado crime.

Além da autorização ou licença, também não considerado crime se a morte do animal se der quando o agente estiver encontrar em estado de necessidade (fome) ou o animal ser nocivo (conforme classificação do órgão competente).

  • Crimes contra a Flora (arts. 38 a 53)

Por sua vez, os Crimes contra a Flora podem ser: destruição, corte de árvores, extração de floresta (classificada como preservação permanente, por exemplo a mata atlântica), também será caracterizado o ato de vender, fabricar ou ou soltar balões que possam causar incêndios (os famosos balões de São João) e, ainda, a coleta ou transformação de madeira de lei em carvão etc.

  • Da Poluição e outros Crimes Ambientais (arts. 54 a 61)

Quanto ao Crime de Poluição, temos um ponto interessante: para ser considerado crime, o fato necessariamente, não precisa já ter acontecido, o próprio risco de que ele aconteça também é punível. Assim, a ação ou inação que causar ou poder causar dano a saúde humana, morte de animais ou destruição significativa da flora. Além disso, também será crime (quando não forem observadas as exigências legais): a pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem autorização, licença, concessão ou permissão; a produção, processamento, importação, exportação e comercialização de produtos ou substâncias tóxicas, perigosas ou nocivas. Por fim, quem construir, reformar, ampliar ou fazer funcionar estabelecimentos, obras ou serviços com potencial risco de poluição também estará sujeito às penalidades legais.

  • Dos Crimes contra o Ordenamento Urbano e o Patrimônio Cultural (art. 62 a 65)

Nessa parte, temos os crimes que ultrapassam os elementos naturais, ou seja, o Meio Ambiente Artificial e Cultural. Assim, estará infringindo a Lei de Crimes Ambientais quem destruir, inutilizar ou deteriorar museus, bibliotecas, exposições de arte, dentre outros, bem como quem alterar patrimônio tombado ou pichar prédios públicos ou privados. Lembrando que o grafite, desde que autorizado e para valorizar o patrimônio público ou privado está excluído das penalidades.

  • Dos Crimes contra a Administração Ambiental (art. 66 a 69)

Por fim, temos os Crimes contra a Administração Pública, que são aqueles que dificultam ou impedem que os órgãos competentes exerçam suas funções. Eles podem variar desde afirmações falsas, omissões, sonegação de informações, concessão de licenças, autorizações ou permissões em desacordo com as normas ambientais feitas por funcionários públicos, até a elaboração ou apresentação de laudos, estudos, relatórios falsos ou enganosos por parte das entidades particulares.

  • Infrações Administrativas (art. 70 a 76)

Além das infrações penais, os causadores de dano ambiental quando praticarem ações ou omissões que violem as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do Meio Ambiente também poderão ocorrer em infrações administrativas. Após a lavratura do Auto de Infração, o infrator poderá oferecer defesa ou impugnação no prazo de vinte dias contados da ciência da autuação. Caso condenado, poderá recorrer no mesmo prazo junto ao SISNAMA ou à Diretoria de Portos e Costas (dependendo da infração). Se condenado não interpuser recurso ou o mesmo for julgado improcedente, as punições poderão ser:

  • Advertência;
  • Multa simples;
  • Multa diária;
  • Apreensão de animais, produtos, instrumentos, equipamentos e veículos utilizados para infração;
  • Destruição ou inutilização, bem como a suspensão da venda e fabricação do produto da infração;
  • Embargo ou demolição da obra;
  • Suspensão parcial ou total das atividades; 
  • Pena restritiva de direitos, que podem ser:
    • Suspensão ou cancelamento do registro, licença ou autorização
    • Perda ou restrição de incentivos ou benefícios fiscais;
    • Proibição de participação em programas de financiamento em estabelecimentos oficiais de crédito;
    • Proibição de contratar com o poder público por até três anos.

6 – Quem pode ser responsabilizado pelos Crimes Ambientais?

Devido a grandeza e proporção de um Crime Ambiental, normalmente existem vários culpados, então, poderá ser condenado qualquer pessoa que de alguma forma concorrer na prática criminosa. Inclusive, a pessoa que sabia sobre a conduta criminosa e tendo capacidade nada fez para impedi-la, também poderá incidir nas penas previstas. A título de exemplo, algumas das pessoas que poderão ser culpadas: o diretor, o administrador, membro de conselho ou de órgão técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica.

7 – Como a pena será aplicada?

Quanto a imposição da pena, considerando que existem diversas pessoas que ocasionaram o Crime Ambiental, cada uma agindo ou deixando de agir de maneiras diversas, serão observados: o grau de culpabilidade, a gravidade do fato (motivos da infração e consequências), os antecedentes ambientais do infrator e a sua situação econômica.

Inclusive, a lei estipulou alguns itens que serão considerados como atenuantes e agravantes da pena.

Atenuantes:

  • O grau de instrução e escolaridade;
  • Se o infrator se arrependeu e espontaneamente se prontificou a reparar o dano;
  • Se o infrator conseguiu limitar significativamente os danos causados;
  • Se houve comunicação prévia sobre o perigo iminente; 
  • Se houve colaboração junto aos órgãos responsáveis pela vigilância e controle ambiental.

Agravantes

  • Se o agente é reincidente em crimes ambientais;
  • Se a infração for cometida:
    • Para obter vantagem econômica;
    • Coagindo terceiro para executar o crime;
    • Afetando ou expondo a saúde pública ou Meio Ambiente;
    • Causando danos a propriedades de terceiros;
    • Atingindo áreas de preservação ambiental e/ou espécies ameaçadas de extinção;
    • Danificando as áreas urbanas;
    • Causando danos a flora;
    • À noite, nos domingos ou feriados;
    • Em épocas de seca ou inundações;
    • Com crueldade no abate ou captura de animais;
    • Mediante fraude ou abuso de confiança;
    • Com o abuso da licença, permissão ou autorização;
    • Por pessoa jurídica mantida por verbas públicas ou beneficiada por incentivos fiscais; 
    • Facilitada por funcionária público.

8 – Qual o valor da multa?

Além das medidas restritivas de liberdade, foi estipulado imposição de multa para tentar coibir os danos ambientais. Conforme expõem os artigos  75 e 72, § 1º, por cada auto de infração os valores podem variar de R$ 50.00 (cinquenta reais) a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais). Dependendo do caso, esses valores serão revertidos ao Fundo Nacional do Meio Ambiente, Fundo Naval, Fundos Estaduais ou Municipais. Importante lembrar que a aplicação de multa administrativa ou condenação penal não impedem à incidência de multas na esfera cível.

Estão me oferecendo valores de honorários aviltantes, o que eu devo fazer?

Primeiramente, você não deve aceitar. Infelizmente, as plataformas de correspondentes pouco podem fazer a respeito, pois normalmente conectam sem fazer intermediação e determinação de valores dos serviços. Essa é uma prática que tem como únicos responsáveis quem oferece e quem trabalha por valores considerados aviltantes.

Vale destacar que dentro desse contexto existem os contenciosos de massa, que são pessoas ou empresas que contratam em grande quantidade. Nesses casos, é totalmente válida uma análise sobre os valores oferecidos e as formas de pagamento, pois pode haver um enorme ganho para o correspondente ao trabalhar com grandes volumes de diligências.

Cobrar ou oferecer um valor aquém do que normalmente se recomenda pela tabela de honorários da OAB pode parecer, à primeira vista, uma boa solução para um mercado cada vez mais competitivo e inflacionado, como é o da advocacia. Essa prática é, entretanto, extremamente prejudicial à classe, já que cria uma tendência de redução geral dos valores cobrados, bem como desvaloriza o trabalho de prestação de assistência jurídica, seja ele qual for.

Caso se depare com colegas oferecendo ou cobrando valores aviltantes, você pode e deve comunicar isso para a OAB.

Para tal, utilize o canal oficial do Conselho Federal da OAB clicando aqui.

Tomaz Chaves de Paula
Advogado formado pela UFMG, empreendedor, fundador e CEO do Juris Correspondente e do Dubbio.

Não recebi pela diligência que eu cumpri, como devo agir?

Infelizmente, a advocacia correspondente não está imune a essa situação. Normalmente, as plataformas de correspondentes não atuam como intermediadoras, negociadoras ou agenciadoras e não possuem qualquer responsabilidade pela contratação de serviços de correspondência, apesar de tomarem todas as medidas possíveis para coibir abusos. Além disso, elas não possuem competência (e nem eficácia) definida em lei para resolver conflitos de tal natureza, para isso existe o Poder Judiciário.

Conforme dispõe o Código de Ética da OAB, é dever do advogado preservar a “[…] honra, a nobreza e a dignidade da profissão, zelando pelo seu caráter de essencialidade e indispensabilidade; II- atuar com […] honestidade, decoro, veracidade, lealdade, dignidade e boa fé; III- velar por sua reputação pessoal e profissional;” (Lei 8906/94- Código de Ética e disciplina da OAB),

O serviço de correspondência é um contrato de prestação de serviços que gera obrigações entre as partes envolvidas e, assim sendo, nele se inserem todos os princípios de matéria contratual, além dos princípios da boa-fé e lealdade.

Dessa forma, é plenamente possível discutir o descumprimento da obrigação judicialmente, sendo que a competência para tanto é da Justiça Comum ou dos Juizados Especiais (caso o valor não ultrapasse os 40 (quarenta) salários mínimos).

O advogado também pode e deve se fazer valer dos Tribunais de Ética (órgão responsável por julgar as representações por infrações ético-disciplinares contra advogados) ou das Câmaras de Mediação e Conciliação das OAB´s para tentar resolver os conflitos dessa natureza.

Nesses últimos casos, para mais informações, consulte a Ouvidoria da OAB em sua região clicando aqui.

Tomaz Chaves de Paula
Advogado formado pela UFMG, empreendedor, fundador e CEO do Juris Correspondente e do Dubbio.

Instagram para advogados: 5 ações que perfis jurídicos de sucesso fazem

Muitos profissionais da área do Direito atuam em repartições públicas. No entanto essa não é a maioria. Grande parte exerce a atividade de modo autônomo, montam um escritório ou são colaboradores em empresas. Então, se você está nesta grande parte, precisa saber como divulgar o seu trabalho e ter sucesso na prospecção de novos clientes.

Sabemos que, independente da sua especialidade, o advogado precisa conseguir chegar até o interessado e mostrar que possui estrutura e habilidade para conduzir um processo para esse indivíduo.

Sendo assim, quando falamos em alcançar pessoas e atrair clientes, não podemos deixar de considerar a representatividade das redes sociais. Mais do que isso: não podemos deixar de mencionar o Instagram como a ferramenta mais poderosa para essa aproximação e relacionamento. Outro ponto importante é que, se você ainda não tem um perfil para você ou para o seu negócio, está perdendo grandes oportunidades!

Mas, não se desespere. Fizemos este artigo para você que ainda não tem um perfil ou que tem, mas sem sucesso. Veja agora quais são as 5 ações para que qualquer perfil de Instagram para advogados tenha sucesso e comece a captar clientes agora mesmo!

O por quê de estar no Instagram

Primeiro devemos explicar a você por que deve estar no Instagram, principalmente porque, com tanta vulnerabilidade, é comum que um advogado tenha receio de se exporem nas redes sociais. Também porque parece ser um meio totalmente informal, o oposto do que o Direito impõe. Mas, vamos deixar esses estereótipos de lado e vamos falar sobre o potencial desta mídia para negócios.

Devemos considerar que esta é uma rede bastante “povoada” e, se você ainda não tem um perfil, precisa repensar a ideia. Para dar mais embasamento ao que estamos dizendo, em junho de 2018, a rede chegou a 1 bilhão de usuários, sendo que mais de 80% deles interage com alguma conta comercial diariamente. Esses são dados que nos fazem garantir que seu cliente, com certeza, está usando essa rede e, provavelmente, seu concorrente também.

Outra questão importante a considerarmos, é o potencial de engajamento que ultrapassou em 10 vezes do Facebook e 84 vezes do Twitter. Não dá para dizer que é uma rede social como as outras, não é mesmo?

Mesmo com todos esses números a favor, é preciso saber como se expor e o que fazer para atrair não somente seguidores e curtidas, mas engajamento qualificado e clientes. Veja no tópico a seguir o que precisa ser feito.

5 ações de sucesso de Instagram para advogados

Vejamos, então, quais são as dicas para obter mais sucesso pelo Instagram.

1. Utilize o stories

Em maio de 2018, o Instagram alcançou uma marca de 300 milhões de usuários ativos por dia nos stories. Mas, mesmo que você não tenha muitos seguidores, ainda, eles podem alcançar muitas pessoas se você usar recursos, como as hashtags e localizadores.

Poderá, também, obter mais engajamento, ao usar as enquetes, o emoji slider e a pergunta. Esse último, ideal para estimular seus seguidores a perguntarem mais sobre sua área.

2. Use o nome da sua área

Se você é especializado em Direito Trabalhista, exponha isso em seu perfil a fim de otimiza-lo. Use no seu nome, por exemplo: João Abreu Advogado Trabalhista. Assim, se as pessoas pesquisarem pelo tema na rede, irão visualizar o seu perfil entre os primeiros resultados.

Além disso, é importante reforçar que seus conteúdos e dicas precisam estar sempre voltados para essa área e assuntos relacionados. Atraia seguidores qualificados, pelo interesse em seu conteúdo. Assim, torna-se mais possível convertê-los em clientes.

3. Interaja com seus seguidores

Os seguidores que fazem comentários em suas publicações desejam resposta. Então, esforce-se para responder a todos que deixarem algum questionamento, opinião, elogio ou crítica. Isso, além de mostrar que há algum profissional atento às interações, disposto a ajudar de fato, ainda transmite credibilidade.

Não é porque trata-se de um ambiente virtual, que as pessoas devam ser ignoradas. Elas esperam retorno tanto quanto outras que se comunicaram por outros meios.

4. Produza conteúdo

Sempre movimente o seu Instagram com conteúdo útil e interessante, que vá proporcionar engajamento entre seu público. Então, lembre-se de sempre focar na sua área de especialidade e esforce-se para apresentar conteúdo que eduque o seu mercado, que ensine coisas novas e que seja interessante.

O engajamento é uma das métricas mais importantes. Quanto mais engajamento, mais alcance suas publicações terão entre seus seguidores. Se eles marcarem usuários que não te seguem, essa publicação será ainda mais abrangente.

5. Use uma ferramenta de automação

Com todas as dicas que citamos até agora, você deve estar se perguntando se terá tempo para tudo isso, não é mesmo? Há formas de profissionalizar a sua gestão, otimizando o seu tempo e potencializando o seu resultado. A melhor delas é usar uma ferramenta de automação no Instagram.

Isso significa que, para agir de maneira estratégica, você não precisará gastar horas do seu dia com o Instagram. Basta usar uma ferramenta para fazer o trabalho operacional de interagir e atrair seguidores e de publicar nos melhores horários, independente de onde você estiver.

Podemos concluir este artigo reforçando que, para ter um perfil de sucesso no Instagram para advogados, é preciso ter alcance e engajamento. Este segundo, será possível somente se alcançar usuários qualificados e produzir conteúdos de qualidade.

Além disso, o mais importante é que é preciso ter a consciência de que estar no Instagram é necessário para alcançar as pessoas que precisam da sua ajuda profissional e que se interessam pelo seu trabalho. Então, se você quiser maximizar a sua visibilidade e suas estratégias de marketing, não deixe de conferir O Guia Completo de Estratégias de Marketing Jurídico para sua carreira e/ou escritório.

Você já está no Instagram? Tem seguido alguma das dicas acima? Comente!

Como a tecnologia pode ajudar um advogado?

A tecnologia é hoje um dado concreto: presente no dia a dia das pessoas das mais diversas classes sociais, ela tem alterado a forma como nos relacionamos uns com os outros e com o mundo. Não para menos, seus efeitos se fazem sentir nas mais diversas áreas: hábitos de consumo, trabalho, saúde e relacionamentos são só alguns exemplos que poderiam ser citados.

Essa onipresença da tecnologia tem resultado em relações mais fluidas e instantâneas, nas quais um senso de constante urgência garante que estejamos conectados a todo momento, 24 por 7.

Buscando atender à essa demanda, novos mecanismos – cada vez mais inteligentes e conectados – têm sido desenvolvidos, racionalizando tempo e recursos de todos os segmentos econômico-sociais. Daí vivermos a época do Big Data, da Internet das Coisas (IoT), da Realidade Aumentada, das impressões 3D, entre outros. É claro que, como não poderia deixar de ser, também o direito precisa se adaptar à essa Revolução 4.0 e às novas realidades do século XXI.

Por um Direito 4.0: a tecnologia à serviço dos advogados –

Por “Direito 4.0” entendemos uma prática profissional que busque se integrar à realidade tecnológica na qual estamos imersos hoje, em função da Revolução 4.0.

Um profissional do Direito 4.0 – um Advogado 4.0 – é capaz de ter um olhar diferenciado para as formas como a tecnologia impacta a advocacia.

Em outras palavras, o advogado 4.0 sabe identificar as ferramentas tecnológicas que lhe permitirão oferecer um atendimento diferenciado, tanto na qualidade, quanto na agilidade dos serviços prestados. E isso acontece porque esse perfil de advogado entende que existem diversos processos rotineiros e repetitivos que podem ser otimizados pelo recurso aos sistemas informatizados já disponíveis no mercado.

Dessa forma, o advogado 4.0 pode concentrar sua atenção e esforços na resolução daquelas situações e processos cujo sucesso depende única e exclusivamente do fator humano.

Hoje, a grande questão que se coloca aos advogados que buscam se adaptar à Revolução 4.0 já não é mais sobre a utilidade ou mesmo a validade do recurso tecnológico aplicado à advocacia, mas sim sobre quais as melhores ferramentas e práticas na hora de aliar tecnologia e produtividade em um escritório de advocacia.

Pensando nisso, reunimos a seguir algumas da melhores ferramentas pelas quais a tecnologia pode ajudar um advogado a organizar de forma mais eficiente seu escritório e seus atendimentos. Confira:

Dicas e idéias imprescindíveis na toolbox de qualquer advogado 4.0 –

Nossa primeira dica não poderia deixar de ser esta: não tenha medo da tecnologia.

A maior parte dos recursos que são desenvolvidos e disponibilizados online para escritórios de advocacia contam com múltiplos recursos para garantir a segurança da informação. Entre eles podemos citar certificados de segurança, criptografia de dados, políticas de backup e medidas físicas de proteção aos servidores hospedeiros do serviços na Nuvem.

Ou seja, as informações do seu escritório de advocacia estarão certamente muito mais seguras na Nuvem do que jamais estiveram nas gavetas e arquivos de seus advogados associados.

Um segunda dica essencial para qualquer advogado 4.0 de sucesso é: marque presença na rede.

A Internet está aí para conectar pessoas e representa, hoje, uma das melhores formas de conectar potenciais clientes, que necessitam dos serviços legais de um advogado, ao seu escritório de advocacia.

Para extrair ao máximo as potencialidades dessa vitrine, um primeiro passo interessante é investir na criação de um site próprio para o seu escritório. Busque uma solução de qualidade, que permita que você e sua equipe de advogados publique e divulgue artigos de interesse legal. Dessa forma, você contribui para construir a reputação do seu escritório online, além de aumentar a relevância da sua página nas redes.

Investir em técnicas básicas de Inbound Marketing, como a aplicação de SEO nos conteúdos publicados no seu site, são uma excelente forma de gerar tráfego orgânico e melhorar a posição do seu escritório de advocacia nos resultados de buscadores como Google, Yahoo ou Bing.

Além disso, se possível, vale muito a pena integrar o site do seu escritório de advocacia aos seus perfis em redes sociais. Assim, seus advogados ganham maior visibilidade online, auxiliando na condução de novos potenciais clientes que estejam nas redes sociais ao seu website. Lá, esse público poderá preencher um formulário de contato ou, ainda melhor, usufruir de um primeiro atendimento online e em tempo real por parte de um dos advogados da sua equipe.

Caso o seu escritório de advocacia opte por realizar esse investimento em uma webpage própria, garanta que ela seja responsiva – isto é, que possa ser acessada a partir de qualquer dispositivo mobile (como tablets e smartphones) sem prejuízo do seu conteúdo.

Nossa terceira dica é voltada especialmente para as formas como a tecnologia permite otimizar a gestão do seu escritório de advocacia: através do recurso aos softwares jurídicos.

Um software jurídico é uma solução informatizada que permite administrar, em uma só plataforma online, os mais diversos aspectos do seu escritório de advocacia. Ele oferece ferramentas para a melhoria da gestão interna do seu escritório – incluindo aí,por exemplo, a administração de pagamentos e recebimentos, de forma a garantir a saúde financeira da sua operação.

Além disso, como um bom software de gestão jurídica, o software jurídico conta com ferramentas para a organização do calendário e agenda de todos os seus advogados, favorecendo uma maior integração dos trabalhos e garantindo que os prazos e tarefas – tanto internos, quanto aqueles relativos aos processos, intimações e documentos sob a tutela do seu escritório – não serão perdidos.

Outras funcionalidades de um software jurídico web que beneficiam o trabalho dos advogado são a aplicação de recursos de inteligência artifical para o preenchimento automático de documentos; a possibilidade de capturar processos online através do número da OAB, otimizando o tempo dos seus advogados; e a possibilidade de interagir com os clientes de forma direta, através da plataforma – o que transmite aos seus clientes uma sensação de maior agilidade e transparência na sua gestão de processos.

Por fim, para o gestor de um escritório de advocacia, o software jurídico permite ainda controlar o acesso às informações do sistema através da criação de perfis individuais para cada advogado colaborador.

A quarta ferramenta que merece destaque na prática diária de um advogado 4.0 é o Office 365.

O seu escritório de advocacia provavelmente já utiliza as soluções da Microsoft para a edição de textos e planilhas, não é mesmo? Bom, a grande novidade da versão do Office 365 é a integração dos seus recursos com a Nuvem.

Graças a essa integração, os documentos gerados através de uma assinatura do Office 365 passam a ficar disponíveis online, acessíveis a partir de qualquer computador, tablet ou smartphones. Assim, seus advogados ganham em mobilidade na hora de acessar e editar relatórios, documentos e planilhas.

O Office 365 conta ainda com integração aos softwares jurídicos, permitindo combinar duas das soluções tecnológicas essenciais na toolbox de qualquer advogado 4.0.

Nossa quinta dica é voltada para os advogados que estão em busca de novas ferramentas para a captação de clientes. Embora esse processo possa ser feito através da criação de um website próprio e da atuação em redes sociais, há ainda uma outra alternativa para marcar presença online: as redes desenvolvidas especificamente para conectar advogados e pessoas leigas com dúvidas ou necessidade de atendimento na área legal.

Concluindo…

Essas são só algumas das formas pelas quais a tecnologia consegue facilitar o trabalho rotineiro e a captação de clientes de qualquer advogado. Você e seu escritório de advocacia com certeza já conhecem e utilizam outras soluções antenadas ao Direito 4.0.

Se quiser aprofundar mais no assunto, temos um vídeo sobre Novas Tecnologias aplicadas ao Direito no curso Ganhe dinheiro na nova era do direito.

Que tal compartilhar com a gente aqui nos comentários?

Guest post feito por Gabriela do SAJ ADV – Sistema de Automação da Justiça para Escritórios de Advocacia, o software jurídico do maior tribunal da América Latina pensado para o seu escritório. Acesse o site do SAJ ADV e saiba mais!

9 indicadores de desempenho para um escritório de advocacia

Toda empresa que deseja crescer precisa buscar por métodos de gestão eficientes e que auxiliem na redução de custos, na melhora nos investimentos e no ganho de vantagem competitiva.

Nesse cenário, é preciso avaliar os resultados obtidos, compreender o motivo pelo qual os objetivos não estão sendo atingidos e quais são as chances de melhoria — e os indicadores de desempenho podem ajudar nessa função.

A utilização de indicadores de desempenho possibilita ao gestor monitorar a performance do dia a dia e tomar decisão mais acertadas. Além disso, é possível ter uma visão mais complexa sobre todos os seus processos e quais estratégias adotar para alcançar os melhores resultados.

Pensando nisso, vamos mostrar a importância dos indicadores de desempenho para seu escritório de advocacia e como utilizá-los.

1 – O que são indicadores de desempenho?

São dispositivos de gestão fundamentais para mensurar o resultado de um negócio. Por meio deles é possível avaliar os resultados dos procedimentos de maneira mais direcionada.

Eles te permitem saber:

  • se as metas e objetivos foram alcançados;
  • se o emprego de investimentos foi eficaz;
  • quais falhas aconteceram em cada fase de um projeto.

2 – Qual a importância desses indicadores para um escritório de advocacia?

Como o mercado jurídico se encontra cada vez mais competitivo, os advogados precisam buscar técnicas para uma gestão impecável. Os grandes escritórios já estão usando métodos para medir a alta performance da sua equipe por meio de indicadores que alinham as tarefas dos profissionais e os ajudam a obter melhores resultados.

Diante de tantos benefícios dessa metodologia, percebeu-se que é completamente viável (e até necessário) adotar indicadores de desempenho no escritório de advocacia.

Por isso, mesmo trabalhando com prazos, audiências e com um dia a dia corriqueiro, é possível elaborar uma cultura de alto desempenho na advocacia.

3 – Por que acompanhar esses indicadores?

Os indicadores de desempenho não servem apenas para mostrar se o resultado almejado foi atingido ou não, ou para fazer uma análise conclusiva do trajeto. Eles podem e devem ser usados na rotina do escritório para acompanhar o progresso do trabalho e fazer os ajustes necessários. São esses indicadores que concedem aos administradores uma visão ampla e exata sobre a empresa.

É preciso considerar que, exatamente pelo fato desses indicadores serem tão importantes para a criação das estratégias do escritório, não devem ser estabelecidos de qualquer maneira: devem estar orientados àquilo que é informação interessante para o negócio e auxilie de fato na tomada de decisão.

Podemos dizer que os indicadores de desempenho são verdadeiros comunicadores, tendo em vista que por meio deles se entende a real situação da empresa e temos os primeiros indícios do que é preciso fazer para melhorar os resultados.

O mais curioso é que grande parte dos dados e informações necessários para criar os indicadores já se encontra no escritório. Basta juntá-los e mantê-los atualizados de forma a ser um indicador.

4 – Como os indicadores de desempenho ajudam na tomada de decisão?

A escolha dos indicadores corretos para cada negócio depende de uma avaliação específica. O que importa é não perder de vista a finalidade dos indicadores de desempenho, ou seja, a possibilidade de obter uma visão atual e complexa do escritório e ajudar na tomada de decisões.

É preciso identificar quais são os indicadores recomendados para o seu tipo de negócio, pois nenhum indicador mostra sozinho a situação por completo.

Com a escolha correta, assegura-se que as decisões do escritório sejam tomadas a partir de dados concretos. Por exemplo, se o escritório se concentra na relação com poucos clientes distintos, a averiguação diferenciada de desempenho com a satisfação desses clientes pode ajudar na decisão de reforçar sua equipe e ter clientes mais satisfeitos.

5 – É preciso acompanhar todos os indicadores?

Para ampliar a eficácia e melhorar os resultados, não basta apenas saber quais são os indicadores de desempenho adequados: é preciso compreender quais são suas funções no escritório e acompanhá-las.

Os indicadores devem estar alinhados com as técnicas do negócio. Caso contrário, poderá correr o risco de monitorar muitos números que não ajudam em nada.

Dessa maneira, é primordial realizar uma análise do momento pelo qual o escritório está passando e definir os indicadores mais adequados para cada propósito, que podem ser:

  • aumentar a carteira de clientes;
  • tornar o ambiente de trabalho mais eficaz;
  • aumentar o retorno do investimento relativo ao marketing etc.

Uma dica: em vez de focar em diversos indicadores de desempenho, pense que o importante é mirar nas métricas-chave. Isso porque não existe uma fórmula definida de quantos indicadores a empresa necessita.

Para se ter um critério inicial, a maioria das empresas de sucesso usam um valor médio de indicadores, que são distribuídos entre as áreas principais e os processos do negócio.

Assim, o escritório consegue se manter com um fluxo de trabalho mais inteligente e efetivo.

6 – Como priorizar os indicadores mais adequados?

Para que a análise das informações dos indicadores seja mais assertiva, um dos pontos principais é saber priorizar as métricas mais adequadas. Isso diminui o tempo necessário para que o analista consiga ter uma visão estratégica a respeito da rotina do negócio, além de conseguir avaliar os principais quesitos para obter melhores resultados a médio e longo prazos.

A fim de priorizar o uso de indicadores adequadamente, eles podem ser divididos em duas espécies: de estratégia e de processos.

6.1 – Indicadores de estratégia

Esse indicador ajuda o gestor a avaliar e entender se as metas de médio e longo prazo do escritório serão alcançadas dentro do tempo estipulado. Essa espécie engloba todos os requisitos que influenciam diretamente na capacidade de manter o negócio lucrativo.

6.2 – Indicadores de processos

São os indicadores usados para avaliar como cada rotina interna está sendo desempenhada. Essa espécie mede a qualidade dos processos internos e o funcionamento da infraestrutura interna no geral. Dessa forma, o escritório pode melhorar sua cadeia de produção e atingir melhores resultados.

Classificando os dados corretamente, fica mais fácil encontrar os indicadores necessários para cada análise. Assim, os resultados são melhorados e a empresa pode se manter mais dinâmica.

7 – Quais são os principais indicadores de desempenho?

Existem muitos indicadores que devem ser acompanhados no ramo da advocacia. A seguir, listamos alguns deles. Confira!

7.1 – Margem de lucro

Esse indicador é importante para mostrar quando certos contratos são vantajosos ou não para o escritório de advocacia. O cálculo é feito da seguinte forma:

  • realize um levantamento do custo total da atividade em um mês determinado;
  • divida o valor mensal pela quantidade de horas do mês. Esse cálculo possibilita compreender o custo de cada hora trabalhada;
  • multiplique o valor de cada hora pelo tempo utilizado na execução da tarefa em questão.

No fim de cada cálculo, é possível identificar qual foi a margem de lucro de cada atividade.

Fique atento: muitos contratos parecem ser vantajosos por terem um valor alto. Contudo, se exigirem uma quantidade de tempo muito grande, o resultado real pode demonstrar um lucro bem menor ou até prejuízo.

Nesses casos, às vezes pode ser mais interessante fazer serviços mais simples e que gastem uma quantidade menor de horas trabalhadas no lugar de priorizar grandes contratos, que parecem promissores, mas possuem uma relação de custo maior.

7.2 – Quantidade de horas trabalhadas

Trata-se da identificação das horas trabalhadas versus horas faturadas, caso o escritório trabalhe como modelo de faturamento por horas trabalhadas. Caso trabalhe com valores fixos, as horas trabalhadas servem como base para uma avaliação da rentabilidade do contrato, com a relação do custo das horas indicadas e o valor do contrato.

No caso de escritórios que trabalham com atividades repetidas ou parecidas, é possível monitorar o tempo médio para a execução de um certo documento, como uma petição inicial.

As horas trabalhadas servem também como referência para indicar em qual área, atividade ou cliente o escritório está trabalhando mais.

Um software jurídico específico pode auxiliar bastante nesse indicador de desempenho.

7.3 – Valor de horas trabalhadas

É um indicador essencial para a tomada de decisões no escritório. Para calculá-lo, é necessário dividir o valor total da nota de um serviço contratado pela quantia de horas que a equipe gastou nas tarefas relativas a ele.

Com esse cálculo, é possível descobrir se o valor cobrado foi o suficiente para arcar com as despesas que gerou e se garantiu uma margem de lucro satisfatória para o escritório.

Quando o valor médio das horas trabalhadas é muito baixo, quer dizer que a atividade não é lucrativa.

7.4 – Produtividade

Para saber mais quanto à produtividade, é preciso comparar o que foi gerado com o que foi investido em recursos para isso acontecer. O resultado demonstrará o quanto está sendo utilizado para cada serviço prestado.

Ou seja, esse demonstrativo quantifica os recursos consumidos e as tarefas produzidas.

7.5 – Custos de processos

Em várias situações os resultados foram positivos, porém não sobra dinheiro, não é mesmo?

Nesses casos, o cálculo do percentual de lucro sobre o faturamento ajuda a compreender melhor qual rumo o negócio tem seguido e quais medidas podem ser tomadas para aumentar os resultados.

Voltando a questão inicial, ela pode estar ligada diretamente aos custos que o escritório apresenta.

Se o seu faturamento foi positivo, mas o capital não está disponível, quer dizer que seus custos andam altos e é preciso tentar resolver esse problema. Uma boa maneira de avaliar se a lucratividade do seu negócio anda bem é compará-la com a lucratividade média demonstrada pelo seu ramo no mercado.

7.6 – Processos ativos

O procedimento para fazer o cálculo desse indicador é o seguinte: divida o número de contratos novos pela quantidade de serviços finalizados em um período estipulado – pode ser mês, trimestre, semestre etc.

O resultado demonstra qual é a demanda de trabalho e possibilita entender o fluxo de atividades em seu escritório de advocacia.

7.7 – Contratos fechados

É um indicador por meio do qual é possível aumentar o lucro do escritório.

Quanto maior a quantidade de contratos fechados, maior será seu faturamento. Além disso, o número de clientes também tende a aumentar por meio das indicações e reconhecimento dos seus serviços de advocacia prestados.

7.8 – Apontamento das horas

Por meio desse indicador o advogado consegue avaliar se está tendo um retorno positivo do seu trabalho. De maneira geral, o apontamento de horas auxilia a identificar como o profissional ou sua equipe está aproveitando o seu tempo e se a precificação dos serviços condiz com o esforço investido.

Dessa forma, é possível entender o custo específico de cada ação, gerando uma base importante para decisões e contratos futuros.

7.9 – Satisfação dos clientes

Grande parte das contratações de um escritório de advocacias são frutos de indicações de clientes do escritório. Nesse caso, o acompanhamento e satisfação dos clientes é primordial para identificar se eles estão indicando ou não o seu trabalho.

Dentre as diversas maneiras de acompanhamento de identificação, temos uma em que o cliente dá uma nota de 0 a 10 para os serviços prestados, chamado métodos NPS.

Esse instrumento possui um ranking que classifica os clientes entre detratores, neutros e promotores. A pesquisa com vários clientes vai gerar uma nota média e, por meio dela, você saberá quais ações criar para melhorar seu gerenciamento e captar mais clientes.

  • Detratores: se refere aos clientes insatisfeitos, que dão uma nota baixa e podem relatar pontos negativos dos seus serviços em público;
  • Neutros: são aqueles que mantêm somente o contato necessário e quando precisam. Não costumam dizer sobre o serviço prestado;
  • Promotores: são os grandes divulgadores do seu trabalho, tendo em vista que darão notas elevadas por estarem completamente satisfeitos. Como costumam ser verdadeiros, podem colaborar com feedback para que os serviços sejam ainda melhores.

Os indicadores de desempenho no escritório de advocacia devem focar em aumentar a quantidade de clientes promotores.

8 – Como avaliar os resultados obtidos com os indicadores?

Os indicadores se tornam eficientes à medida que o escritório passa a usá-los de maneira adequada. Porém, para que esses dados sejam utilizados de forma estratégica, é preciso filtrar os resultados corretamente e, assim, ter uma visão mais eficaz sobre o que será preciso para alcançar os objetivos esperados.

Para entender como cada indicador pode ajudar o negócio, um dos fatores fundamentais é ter objetivos claros. Sem um bom direcionamento, analistas terão dificuldades para compreender quais são os indicadores importantes para cada procedimento de análise.

Analise o motivo pelos quais os indicadores serão utilizados –afinal, saber a resposta para essa pergunta é algo essencial.

Use somente os indicadores ideais, pois o excesso de dados pode aumentar os ruídos existentes durante as análises, reduzindo sua precisão. Por isso, é necessário filtrar bem os conteúdos para obter melhores resultados.

Com isso, quando quiser otimizar seus processos por meio dos indicadores, você deve se basear em 3 conceitos:

  • índices: são os valores que refletem a performance de um processo ou estratégia, é o ponto principal da avaliação;
  • metas: são todos os objetivos do negócio e o que é preciso alcançar para que o gestor considere que as rotinas conseguiram os propósitos esperados;
  • limite de tolerância: é o percentual de variação que o escritório tolera ao não atingir uma meta, como se fosse uma margem de erro.

Com esses quesitos em mente, fica mais fácil fazer o uso estratégico dos dados obtidos por meio dos indicadores de desempenho, além de conseguir coletar as informações corretas. Ao mesmo tempo, tem-se um uso mais adequado de tudo que estiver disponível no local de trabalho.

9 – Como utilizar os dados obtidos de maneira estratégica?

Como já falamos, para que os indicadores exerçam um papel importante no negócio, é preciso contar com métodos de análise adequados. Isso se explica pois, além de conseguir estabelecer indicadores adequados e filtrar dados com precisão, também deve-se saber aplicar os resultados das análises da maneira mais exata possível.

Após as informações serem levantadas e os problemas identificados, é importante elaborar um plano de ação. Avalie o que deve ser feito para resolver as falhas de maneira rápida e evitar que elas aconteçam novamente.

Esse plano de ação deve contar com o apoio de toda equipe. Cada membro deve trabalhar lado a lado, com organização e projeção a fim de otimizar os processos e impedir que o negócio mantenha técnicas de baixo desempenho.

Uma vez que as medidas corretivas tenham sido empregadas, o seu impacto deve ser avaliado frequentemente. Isso aumentará a taxa de sucesso nas abordagens usadas para o escritório eliminar os seus problemas, além de identificar rapidamente o que deu certo e corrigir pequenas falhas.

9.1 – Conte com uma ajuda especializada

Com o auxílio de profissionais qualificados, o escritório de advocacia terá maior conhecimento para analisar os dados e, assim, compreender o que pode ser feito para alcançar os resultados desejados. Por isso, contar com uma ajuda especializada deve ser considerado.

Caso preciso, alterações nos indicadores podem ser implementadas. Adequando as suas métricas às transformações do mercado, o negócio conseguirá manter um fluxo de trabalho com alto desempenho, em que os processos são otimizados por meio de uma avaliação bem estruturada e prática.

Dessa maneira, o escritório se manterá alinhado com as tendências do direito e capaz de criar chances de negócios sempre.

10 – Quais ferramentas podem ser usadas para aumentar a produtividade?

Para otimizar o ambiente de trabalho e se tornar mais produtivo, diversas tecnologias para advogados podem ser utilizadas. Elas trazem maior flexibilidade, diminuem o número de brechas operacionais e tornam a administração mais inteligente.

Veja a seguir algumas soluções que seu escritório pode adotar para se tornar mais eficiente!

10.1 – Sistema de gestão integrada

Os sistemas de gestão integrada são ferramentas usadas no ambiente corporativo para concentrar o acesso aos dados do negócio.

Se forem bem empregados, conseguem diminuir gastos, aprimorar o fluxo de trabalho e tornar os processos mais ágeis. Assim, a empresa tem menos dificuldades para obter os resultados esperados e passa a ter uma política de gestão de processos mais efetiva.

Além disso, por meio desse sistema, o escritório consegue trabalhar com mais integração entre todos os setores, se tornando uma das grandes tendências do direito.

Além da gestão, existem diversas tecnologias que podem facilitar o seu dia a dia e é sobre isso que escrevemos no artigo Conheça 7 tecnologias para escritório de advocacia.

10.2 – Computação na nuvem

A computação na nuvem pode exercer um papel importante nos escritórios de advocacia que buscam conquistar uma maior produtividade e a capacidade de atender a todas as demandas externas.

Essa tecnologia gerou um impacto muito grande no ambiente corporativo com o decorrer dos anos, diminuído os custos, fornecendo mais mobilidade para os profissionais e flexibilizando as tarefas rotineiras. Dessa forma, o negócio pode se tornar mais competitivo e oferecer serviços com maior qualidade.

Com essa solução, os profissionais dos escritórios terão um lugar unificado para compartilhar informações relevantes, com mais agilidade em projetos e atividades do dia a dia.

Além disso, esses dados poderão ser acessados por pessoas autorizadas a qualquer hora e em qualquer lugar, e o envio e recebimento de arquivos terá mais segurança e credibilidade.

10.3 – Terceirização dos serviços

A terceirização dos serviços de advocacia é uma das principais soluções para escritórios que desejam flexibilizar o seu fluxo de trabalho.

Com a possibilidade de contratar a advocacia correspondente ou até mesmo estudantes, estagiários, bacharéis e até profissionais de outras áreas, o escritório consegue diminuir gastos, melhorar sua rotina e ganhar mais rapidez para atender suas demandas externas. Assim, é possível tonar-se mais competitivo sem aumentar os custos operacionais.

Importante: Somente Advogados e Estagiários regularmente inscritos na OAB podem ser correspondentes jurídicos, sendo que os Estagiários somente sob a supervisão de Advogados.  Porém, existem algumas atividades que podem ser feitas por quem não é regularmente inscrito na OAB e você pode conferir esses serviços no e-book gratuito: O guia completo de serviços que estudantes de Direito, estagiários e bacharéis podem fazer.

Em projetos internos, a terceirização fornece ao negócio as bases para elevar a sua força operacional de forma rápida. Isso assegura ao escritório que qualquer iniciativa será realizada no menor tempo possível, sem que ocorram problemas de performance.

Além do mais, os custos operacionais são mantidos baixos e o escritório pode reduzir o tamanho da sua equipe sempre que preciso.

11 – Qual importância de escolher os indicadores mais adequados para acompanhar?

Antes de tudo, cada segmento conta com indicadores específicos de acordo com seu perfil de negócio. Por isso, usar as métricas adequadas é crucial para obter bons resultados.

Vale salientar que os indicadores de desempenho são apenas instrumentos e, é muito importante utilizar seus dados para implantar melhorias e corrigir itens que prejudicam a lucratividade do seu escritório de advocacia. Eles podem ser grandes aliados para a gestão e estratégia do negócio. Por isso, começar com sua adoção, mesmo que aos poucos, é fundamental.

Agora que você já conhece os indicadores de desempenho, que tal um e-book com dicas para maximizar o seu lucro e reduzir seus gastos? Baixe agora o Guia de redução de custos para escritórios de advocacia.

Quer ler mais conteúdos como este? Acompanhe nosso blog e não deixe de comentar abaixo!

Como se tornar um advogado de sucesso e reconhecido no mercado?

Tornar-se um advogado de sucesso é um processo desafiador que exige muita força de vontade e dedicação. Para que isso seja aderido ao perfil, é preciso adotar posturas e hábitos que influenciam diretamente no seu êxito profissional.

Por maior conhecimento que um advogado tenha, o mercado competitivo exige sempre o melhor desses profissionais. É preciso conquistar e fidelizar clientes, ter diferenciais no seu escritório, entre outros aspectos que podem fazer toda a diferença para se tornar um grande destaque entre os demais.

Pensando nisso, demonstramos, a seguir, algumas dicas sobre meios de se tornar um advogado próspero e com uma carreira profissional reconhecida. Confira!

Faça planejamentos

Quando você faz um planejamento, consegue identificar os riscos que pode correr em sua trajetória, independentemente da área que de atuação, seja autônomo, seja sócio de um escritório de advocacia ou profissional de um departamento jurídico.

Organize a sua agenda, planeje o percurso que fará até o fórum, o que vai dizer, a estratégia que será adotada na causa, a negociação quanto ao valor da ação etc. Planejar é estar prevenido e preparado para trabalhar com qualidade, mesmo em situações imprevisíveis.

Quanto ao tema, temos um artigo sobre organização profissional, que serve tanto para escritórios como para advogados autônomos: O guia completo da organização do escritório de advocacia.

Construa uma boa rede de contatos

Uma das prioridades para se tornar um advogado de sucesso é a construção de uma rede de contato qualitativa (e não apenas quantitativa), pela qual seja possível receber indicações de outros profissionais e até de outros escritórios.

Além da participação em eventos, aproveite as mais variadas oportunidades, como palestras e atuação como advogado correspondente. Essa ação fornece uma maior visibilidade ao advogado e confere mais confiabilidade aos clientes.

Fidelize os clientes

Uma das bases principais para se tornar um advogado de sucesso é ter um bom relacionamento com os clientes.

É normal que na carreira o advogado se enfrente situações não muito comuns, como orientar os clientes fora do período de trabalho. Nesse caso, o ideal é dar atenção, passar as orientações e esclarecer dúvidas. Isso gera um valor relevante para o cliente, aumentando a chance de fidelizá-lo.

Por causa desse atendimento especial, o cliente se lembrará de indicar o profissional para parentes e conhecidos, o que pode significar um aumento na captação de clientes do advogado. Portanto, contar com clientes satisfeitos é a maneira mais rápida e econômica de melhorar os negócios na advocacia.

Além disso, você pode conferir mais dicas em nosso Guia completo de como captar clientes na advocacia.

Tenha um mentor

As orientações de um mentor ajudam a definir e alcançar metas dentro da carreira como advogado. Entre as principais vantagens da relação com um profissional mais experiente, estão: desenvolvimento de novas aptidões, visão de mercado e auxílio para conquistar determinados objetivos.

As atividades presentes na rotina de um advogado exigem habilidades que são obtidas em longo prazo por meio de muita prática e estudo, como uma boa oratória, poder de persuasão e capacidade de memorização. Por isso, contar com um mestre que tenha essas características é, com certeza, a melhor forma de aprender a exercê-las.

Da mesma maneira, a orientação sobre possíveis crises no mercado somente pode ser repassada por um profissional com maior experiência.

Torne-se um especialista

É importante avaliar as áreas em crescimento na hora de estabelecer o seu ramo de atuação profissional dentro da advocacia. Busque conhecer as áreas que estão sob forte tendência e com carência de profissionais especializados.

Para facilitar, comece sua busca em nosso artigo sobre Quais são as áreas do Direito mais bem pagas?

Após essa pesquisa, busque manter um estudo frequente e sob muita dedicação. Esse pode ser o momento de encontrar o seu diferencial e finalmente dar o pontapé inicial em busca de uma grande vantagem competitiva.

Tenha uma boa comunicação

É essencial que os advogados desenvolvam a oratória e escrita com excelência. Como parte dos requisitos para essas habilidades, a comunicação do profissional deve ser um destaque, isto é, a capacidade de interagir e transmitir informações de maneira clara a todos.

Procure evitar frases ambíguas no seu vocabulário, comunique-se de modo suficiente para não deixar nenhuma dúvida e certifique-se de foi realmente compreendido. Pode parecer básico, mas cultivar uma rotina de leitura é um grande auxílio para desenvolver as habilidades de oratória e escrita.

Além disso, procure utilizar um português objetivo e adequado gramaticalmente no ambiente de trabalho. Assim, a possibilidade de todos os receptores entenderem a sua mensagem aumenta.

Mantenha-se atualizado

Com tantos acontecimentos no dia a dia, como o desenvolvimento de novas ferramentas tecnológicas e soluções para resolver necessidades, um advogado precisa estar sempre atualizado quanto aos avanços podem impactar diretamente o mundo ao seu redor e principalmente as suas relações de trabalho.

Nesse sentido, é importante investir na capacitação profissional. Uma pós-graduação pode ser uma maneira de tornar os seus conhecimentos mais específicos e melhorar as práticas jurídicas exercidas no cotidiano, além de melhorar a sua reputação frente a potenciais clientes.

Uma boa dica para se atualizar, é conferir as dicas de aprimoramento profissional no curso Ganhe dinheiro na nova era do direito.

Pratique a cordialidade

O advogado com uma postura indiferente e um vocabulário complexo está se tornando cada vez menos prestigiado na advocacia. Isso não é à toa: os clientes desejam entender claramente quais serão as soluções propostas pelo profissional e buscam um relacionamento mais próximo com ele.

Saiba que ser cordial e agradável com o cliente não diminui a sua seriedade e comprometimento. Essas características marcam o advogado de sucesso na atualidade. Mostrar-se acessível e engajado são alguns dos atributos que colaboram para um bom reconhecimento no mercado de advocacia.

Preserve a calma

Saiba que a construção de uma reputação é um processo longo e diário. Busque trabalhar da forma mais transparente e eficiente, mantendo o respeito com seus clientes e parceiros. O estresse não só pode afastar parceiros e clientes, mas aumentar as chances de problemas de saúde.

Nesse sentido, procure dar feedbacks construtivos para abrir espaço para receber outros sobre o seu serviço. Não se esqueça de que o boca a boca é a melhor propaganda para garantir a simpatia de mais clientes.

Essas são algumas estratégias que fazem a diferença no perfil de um advogado de sucesso. Procure aplicá-las no seu trabalho e desenvolvê-las diariamente. Saiba que o foco na sua carreira jamais será um investimento em vão, mesmo que seja na mudança de pequenos hábitos.

Gostou deste conteúdo? Quais dos itens você já pratica? Existe algum outro que você considera imprescindível? Conte para nós.

Como melhorar o processo de clipping jurídico em seu escritório?

Uma boa alternativa para os escritórios de advocacia que buscam crescer e ganhar vantagem competitiva é investir no clipping jurídico, que se trata de um processo de monitoramento, avaliação e arquivamento de alusões realizadas na mídia de uma certa marca, empresa, entre outros, ou referência usadas em campanhas de comunicação.

Geralmente, esse controle é realizado em mídias de conteúdo público ou por assinatura, como: jornais, revistas, televisão, rádio, sites de notícias, redes sociais etc.

Apesar de parecer um processo simples, o clipping pode trazer diversas vantagens para o escritório de advocacia. Entre os benefícios estão a percepção de como a empresa é vista no mercado, a identificação de falhas no processo de comunicação, a avaliação de procedimentos cumpridos, a compreensão as tendências do mercado, a antecipação de crises e também novas oportunidades.

Se deseja saber como ter um clipping jurídico eficiente no seu escritório, continue lendo este texto!

Defina objetivos

Estabelecer os objetivos é o ponto inicial para qualquer procedimento de planejamento com base em resultados, pois não é possível esperar resultados quando não se tem bem definido onde se quer chegar.

Quando as perspectivas são estabelecidas, fica mais fácil buscar pelos dados necessários.

Afinal, como já falamos, o clipping jurídico é o recorte das informações relativas aos objetivos proposto pelo seu escritório de advocacia.

Use estratégias eficientes

É muito importante usar métodos eficazes e que organizem o fluxo de trabalho no momento de realizar o clipping. Para isso, pode ser utilizado um organograma em que é possível estruturar todas as fases de desenvolvimento do processo.

Utilize palavras-chaves típicas e canais de comunicação relevantes sobre o assunto a ser monitorado. Dessa forma, quando pesquisar, por exemplo, sobre processos jurídicos, não vai correr o risco em cair nas páginas de assuntos que não tem relação com o que procura.

Utilize as ferramentas digitais

O uso de ferramentas digitais vai otimizar o trabalho feito de forma manual em praticamente sua totalidade. Isso porque além de fazer uma busca minuciosa sobre os temas mais específicos, as ferramentas digitais conseguem também obter um alcance mais efetivo no momento de procurar páginas da internet que versam sobre o assunto em questão — e, a partir disso, geram relatórios precisos e prontos para serem analisados.

Entre os benefícios da utilização das ferramentas digitais, podemos mencionar:

  • buscas mais eficientes,
  • geração de relatórios completos;
  • otimização do tempo.

Entre as ferramentas disponíveis no mercado, você pode encontrar o software de Search, Google Alertas, entre outros.

Além do clipping, existem diversas tecnologias que podem facilitar o seu dia a dia e é sobre isso que escrevemos no artigo Conheça 7 tecnologias para escritório de advocacia.

Escolha bons canais de comunicação

Escolher bons canais de comunicação é fundamental na qualidade da informação que se deseja adquirir. Esses canais podem ser divididos em irrelevante, relevante e muito importante.

A internet tem inúmeros sites que tratam dos mesmos temas e os dados concedidos por cada site necessita de algum fundamento ou base real.

Antes de optar pelos canais podem ser feitas algumas indagações como:

  • qual a expressão do site para o ramo que será pesquisado;
  • se o site já apresentou alguma informação inverídica e, caso positivo, quantas vezes isso ocorreu;
  • quantas vezes o site errou na previsão das informações.

Deu para perceber que é preciso ser bastante seletivo no momento de buscar informações presentes nos canais de informações, não é mesmo? Afinal, é preciso ter qualquer cuidado quando o crescimento do seu escritório está em jogo.

Priorize a diversificação

A diversificação não está ligada na visita em diversos sites para busca da mesma informação, mas em examinar todo o conteúdo do tema fruto da pesquisa. Ao utilizar o clipping jurídico, é preciso estar totalmente acessível para explorar todos os dados que constituem um mercado.

Por exemplo, você deve pesquisar o tema, ter em mente qual é o objetivo da sua procura e monitorar esse assunto como: quem está falando, qual apresenta informações mais confiáveis etc.

É um exemplo simbólico, claro que dentro de um ambiente de negócios, a formalidade é de extrema importância. Esse foi somente um exemplo simples, para facilitar sua compreensão de como funciona a adoção do clipping em uma empresa.

Avalie os relatórios gerados

Após realizar o monitoramento, pesquisar e conseguir as informações necessárias, é hora de reunir  todos os dados para que façam sentido e o responsável pela análise tenha entendimento nos momentos de decisão.

As ferramentas digitais podem ser consideradas um avanço na estruturação de dados e informações, pois, automatizam todo o procedimento e elaboram de relatório, possibilitando que os clientes somente avaliem as informações.

Ter esses recortes armazenados é essencial para que o uso do clipping demonstre sua eficácia.

Compartilhe as informações

Divida as informações com seus clientes em relação a tudo que foi pesquisado. Isso dará a ele um entendimento sobre tudo que tem sido falado sobre a execução do seu trabalho.

Você pode compartilhar as notas resumidas, os sites e o que relataram e os comentários positivos e negativos. Não guarde as informações enquanto elas podem ser determinantes em ocorrências de negócios, gerar insights (compreensão rápida sobre determinada situação) e principalmente enquanto gerar lucros.

O clipping jurídico é uma monitoria mais ativa do mercado, permitindo também a compreensão de métodos que podem estar sendo utilizados pelos seus concorrentes.

Quando consegue monitorar a própria mídia e a mídia de seus clientes, fica mais fácil identificar como fazer uma aplicação que tenha maior efeito na estratégia de marketing do escritório.

É importante lembrar, ainda, da importância de observar as normas da OAB no que tange a propagando dos seus serviços. Esteja sempre atento às regras de publicidade da profissão, regulamentadas pelo Código de Ética e Disciplina da OAB e, caso não sejam obedecidas, podem gerar consequências graves para sua inscrição junto ao órgão.

Para você não ficar com qualquer dúvida quanto ao princípios éticos da OAB, não deixe de conferir o nosso e-book: O Código de Ética da OAB e seus principais pontos.

Conseguiu perceber a importância do clipping jurídico para a manutenção do fluxo constante e frequente de clientes no seu escritório de advocacia? Essa tarefa não precisa ser complexa e com todas as inovações tecnológicas disponíveis fica mais fácil de executá-la, trazendo praticidade para o seu dia a dia.