Marketing Jurídico: Como Divulgar Seus Serviços de Correspondente de Forma Ética

Marketing Jurídico: Como Divulgar seus Serviços de Correspondente de Forma Ética

Divulgar seus serviços como correspondente jurídico é essencial para atrair clientes e expandir sua atuação no mercado. Contudo, no universo jurídico, é fundamental respeitar os limites éticos estabelecidos pela legislação e pela OAB. Neste artigo, vamos abordar estratégias eficazes e alinhadas com a ética profissional para promover seus serviços e conquistar mais clientes.


1. Conheça as Regras da OAB

Antes de iniciar qualquer estratégia de divulgação, é imprescindível conhecer e compreender as normas do Código de Ética e Disciplina da OAB. Algumas diretrizes importantes incluem:

  • Proibição de divulgação ostensiva, como propagandas comerciais.
  • Uso moderado de redes sociais e meios digitais, sem apelações mercantilistas.
  • Restrição a informações informativas e educativas.

Cumprir essas normas é essencial para construir uma imagem profissional e confiável.


2. Invista em Redes Sociais Profissionais

Plataformas como LinkedIn, Instagram e Facebook são ferramentas poderosas para promover seus serviços de forma ética. Veja algumas dicas:

  • LinkedIn: Publique artigos e atualizações sobre sua área de atuação, conecte-se com advogados e escritórios.
  • Instagram: Compartilhe dicas, curiosidades e informações relevantes em formatos visuais atraentes.
  • Facebook: Participe de grupos relacionados ao Direito e ofereça suporte em discussões de forma colaborativa.

Lembre-se de manter a comunicação sempre informativa e voltada à solução de problemas.


3. Crie Conteúdo Educativo

Produzir conteúdo relevante e informativo é uma excelente forma de atrair clientes. Algumas ideias incluem:

  • Artigos: Escreva sobre temas como “A Importância do Correspondente Jurídico” ou “Como Funcionam as Diligências”.
  • Vídeos: Explique processos jurídicos ou como você pode ajudar escritórios em outras localidades.
  • E-books: Ofereça materiais gratuitos que agreguem valor ao seu público.

Essas iniciativas ajudam a posicioná-lo como uma referência no mercado.


4. Tenha um Site Profissional

Um site bem estruturado transmite profissionalismo e credibilidade. Ele deve conter:

  • Apresentação dos seus serviços.
  • Depoimentos de clientes satisfeitos (com autorização).
  • Formulários para solicitação de orçamentos.
  • Dados de contato atualizados.

Certifique-se de que o design do site seja responsivo e fácil de navegar.


5. Participe de Eventos e Redes de Networking

Eventos jurídicos e grupos de networking são ótimos para criar conexões e divulgar seus serviços. Algumas ideias:

  • Inscreva-se em congressos, palestras e seminários.
  • Participe de associações locais de Direito.
  • Contribua com grupos de discussão online sobre temas jurídicos.

A interação pessoal é muitas vezes mais eficaz que a divulgação digital.


6. Use Plataformas Específicas de Correspondentes

Cadastrar-se em plataformas especializadas é uma forma eficaz e ética de aumentar sua visibilidade e captar clientes. Essas plataformas conectam escritórios e advogados a correspondentes qualificados em todo o país.

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Conclusão

Divulgar seus serviços de forma ética é essencial para construir uma carreira sólida e confiável como correspondente jurídico. Com estratégias bem planejadas, como uso de redes sociais, produção de conteúdo educativo e participação em eventos, você pode conquistar a confiança de novos clientes sem comprometer sua credibilidade.

Pronto para impulsionar sua carreira? Cadastre-se no Juris Correspondente e comece hoje mesmo!

Estudante de Direito pode ser correspondente? O que precisa saber

Estudantes de Direito, estagiários inscritos na OAB e bacharéis podem buscar experiências relacionadas à rotina jurídica, mas as atividades permitidas variam conforme a habilitação, a supervisão, as regras do órgão e a natureza do serviço. Antes de aceitar uma tarefa, confira esses requisitos e combine claramente o que será feito.

A correspondência pode ajudar a conhecer rotinas e demandas jurídicas locais, desde que as tarefas sejam compatíveis com a formação e a habilitação de quem as executa. Ela não garante contratação, renda ou experiência profissional específica. Estudantes e bacharéis devem distinguir tarefas administrativas dos atos que exigem inscrição na OAB.

Se você é estudante, estagiário inscrito na OAB ou Bacharel em Direito, conheça agora algumas das vantagens de atuar como correspondente!

Ampliação de Networking

Uma atividade profissional pode gerar contatos com escritórios e outros profissionais, mas isso depende de cada contratação e não é garantido pelo cadastro. Comunique-se com clareza, cumpra o escopo acordado e proteja os dados recebidos.

Faturamento extra

A remuneração depende do serviço, da disponibilidade, dos custos e das condições negociadas. Não há garantia de renda fixa, volume de demandas ou ganho superior a um estágio; antes de aceitar um trabalho, alinhe honorários, despesas, prazo e forma de entrega.

Perfil facilmente visível aos escritórios e advogados

Se quiser apresentar seu perfil no Juris Correspondente, consulte a página Seja Correspondente Jurídico para conferir as condições atuais. O cadastro não garante pedidos nem contratação; descreva com precisão as atividades que está habilitado a realizar.

Aquisição de know-how em diversos serviços

Estudantes, estagiários e bacharéis não têm todos as mesmas atribuições. A permissão depende da inscrição como estagiário, da supervisão e responsabilidade do advogado, das regras do órgão e do tipo de ato.

A Lei nº 8.906/1994 reserva a inscritos na OAB o exercício da advocacia e descreve atividades privativas, com exceções legais. O estagiário regularmente inscrito pode praticar atos nos limites do Estatuto e do Regulamento Geral, em conjunto com advogado e sob sua responsabilidade; alguns atos isolados também dependem das hipóteses específicas do art. 29 do Regulamento Geral da OAB.

Quem não é advogado nem estagiário inscrito deve limitar-se às tarefas de apoio não privativas que sejam permitidas pelo órgão, pelo contratante e pelas regras de acesso, sigilo e autorização aplicáveis. A denominação “correspondente” não amplia as atividades legalmente permitidas.

Como distinguir atividades privativas e tarefas de apoio

Representação judicial, consultoria e assessoria jurídicas estão sujeitas às regras da advocacia e às exceções legais. Estagiários regularmente inscritos só podem atuar nos limites previstos na lei e no Regulamento Geral, com a supervisão e responsabilidade de advogado quando exigidas.

Tarefas administrativas — por exemplo, organização de documentos ou obtenção de documentos acessíveis — também dependem de autorização, sigilo, regras do tribunal ou cartório e condições do caso. Não há uma lista universal que torne toda cópia, protocolo, audiência como preposto ou diligência automaticamente permitidos a qualquer estudante ou bacharel. Confirme a regra do órgão e a função exata antes de aceitar.

Experiências compatíveis com a formação podem ajudar a desenvolver organização, comunicação e familiaridade com rotinas jurídicas, mas não garantem vaga ou vantagem específica no mercado. Registre as atividades realizadas e o aprendizado obtido.

Aprimoramento da postura profissional

Uma experiência de apoio jurídico pode exigir organização, pontualidade, comunicação e cuidado com documentos. O aprendizado depende das tarefas atribuídas e da orientação recebida; trate informações de clientes com sigilo e não assuma atos privativos da advocacia sem a habilitação necessária.

Conheça a correspondência jurídica

Confira os requisitos atuais para apresentar seu perfil no Juris. A possibilidade de cadastro e as tarefas que você pode executar dependem da habilitação, das regras aplicáveis e das condições do serviço; cadastro não garante contratação.

Ver como ser correspondenteCalcular honorários

Diligências: quais os estudantes e os bacharéis em Direito podem realizar?

Os estudantes e bacharéis de Direito que ainda não conseguiram a aprovação no Exame da OAB estão aptos a realizar várias diligências, principalmente como correspondentes, desde que em conformidade com o Código de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados e com o Estatuto da Advocacia e a Ordem dos Advogados do Brasil.

Desempenhando certas atividades no âmbito jurídico, o profissional consegue obter uma renda extra e experiência profissional, melhorando seu currículo para lutar por aquela vaga de emprego tão desejada.

Já se formou ou está perto de se formar e ainda não foi aprovado na OAB? Leia este texto e conheça as diligências que pode fazer. Boa leitura!

O que faz um correspondente?

Os advogados e estagiários regularmente inscritos na OAB que atuam como correspondentes exercem um papel importante para o bom funcionamento de vários escritórios de advocacia. Afinal, oferecem apoio prestando diversos tipos de serviços específicos de demandas que se encontram longe do lugar onde empresas e escritórios se localizam.

Por meio de procuração do advogado responsável pela causa, o correspondente tem poderes para realizar certas atividades jurídicas em prol dos interesses de clientes de um certo escritório.

Muitos advogados contratam esses serviços para ter maior agilidade na condução dos processos e economia de tempo, devido ao fato de não precisarem realizar essas tarefas consideradas mais simples, de modo que seja possível focar em outras atividades mais complexas e exclusivas para quem já tem a OAB em mãos.

Importante: Somente Advogados e Estagiários regularmente inscritos na OAB podem ser correspondentes jurídicos, sendo que os Estagiários somente sob a supervisão e responsabilidade de Advogados.  Porém, existem algumas atividades que podem ser feitas por quem não é regularmente inscrito na OAB.

Quais atividades os estudantes ou bacharéis de Direito podem realizar?

As principais atividades que os estudantes ou bacharéis de Direito podem executar são: realização de protocolos; consulta ao andamento processual; cópias e emissão de guias.

Quais cuidados devem ser tomados ao fazer as diligências?

Algumas diligências parecem ser simples, mas é fundamental ter certos cuidados e, assim, evitar alguns problemas que podem acontecer. Por isso, vamos dar algumas dicas para realizar um serviço com perfeição.

Protocolo de petições

Para não perder tempo, verifique se o processo é eletrônico. Caso seja, o setor de protocolo não receberá a petição. Leia sempre a petição que será protocolizada. Além de verificar se existe algum erro, será possível entender melhor como fazer uma peça. Por fim, não demore para enviá-la.

Consulta ao andamento processual

Mantenha o advogado responsável pela ação ciente sobre qualquer tipo de problema ocorrido no processo e fique atento às publicações. Além disso, não deixe de informar ao advogado sobre todos os andamentos que o processo tiver.

Cópia dos processos

Verifique se o processo está disponível antes de se deslocar para fazer a diligência. Caso vá ao cartório e os autos não estejam disponibilizados, peça uma certidão informando que esteve presente, mas que não conseguiu ter acesso aos documentos.

Além disso, se for tirar foto, utilize uma boa câmera, preferencialmente que tenha conversor PDF, para que fique mais fácil encaminhar as informações ao solicitante da diligência. Também é possível usar um scanner portátil para garantir uma qualidade melhor das fotos e não correr o risco de o celular descarregar.

Dê preferência aos aplicativos que disponham da tecnologia de armazenamento dos arquivos em nuvem. Alguns clientes pedirão cópias de processos com grande número de folhas. Como fica praticamente impossível o envio por e-mail, podem ser utilizados alguns programas que funcionam como uma impressora virtual e, quando os arquivos são enviados para a impressão, é possível escolher um local no qual serão salvos.

Nunca esqueça de pegar os recibos e as notas fiscais de todos os gastos com a prestação de serviço e, dessa forma, garantir seu ressarcimento.

Emissão de guias

Antes de fazer a emissão, confira todos os dados, como o ato a ser solicitado, o valor e o número do processo. Em alguns estados, é obrigatório informar o número da Guia de Custas Judiciais na petição, então, confira se esse é o caso da sua diligência.

Quais as vantagens em ser um correspondente?

Tanto para quem está perto de formar quando para os bacharéis de Direito, trabalhar como correspondente pode trazer diversas vantagens. Conheça algumas delas!

Conhecimento sobre várias áreas do Direito

Como profissional correspondente, será possível realizar diligências variadas. Dessa forma, existe a chance de aumentar a sua experiência, obter mais confiança e segurança e melhorar a sua postura profissional.

Ampliação do networking

Trabalhando como correspondente, é possível ter um contato maior com advogados e escritórios de advocacia de diversas regiões do país, aumentando o alcance do seu trabalho, as indicações dos seus serviços e conseguindo maiores possibilidades de emprego.

Experiência profissional

O correspondente poderá incluir essa experiência no seu currículo, tornando-se um profissional mais qualificado e atraente para os escritórios, aumentando as chances de conseguir um primeiro emprego de maior notoriedade.

Renda extra

Além das vantagens que contribuirão para o crescimento profissional, será viável também contar com uma renda extra no final do mês. Isso é muito importante para os iniciantes da carreira ou para aqueles que estão se dedicando aos estudos para algum concurso.

Veja que, mesmo não sendo aprovado ainda no exame da OAB, é possível realizar diversas atividades e, ao mesmo tempo, ter a oportunidade de estar inserido no meio jurídico, adquirindo experiências e qualificação profissional e garantindo uma renda a mais no final do mês, o que pode proporcionar um pouco mais de tranquilidade durante a caminhada pela busca dos objetivos.

Para se tornar um correspondente e realizar diligências, é ideal fazer um cadastro nas plataformas reconhecidas no ramo. Dessa forma, será mais fácil ser encontrado por pessoas que precisam de profissionais do seu perfil e ainda haverá a segurança de estar em um ambiente confiável e criado para esse fim.

Para você poder conferir todos os serviços que podem ser feitos sem a necessidade de inscrição na OAB, baixe agora nosso e-book gratuito: O guia completo de serviços que estudantes de Direito, estagiários e bacharéis podem fazer.

E-Book: O Guia Definitivo da Advocacia Correspondente

Se ainda não conhece a advocacia correspondente, é hora de mudar isso: trata-se de uma modalidade de trabalho que irá trazer grandes vantagens para a sua carreira jurídica!

Neste e-book, você irá aprender o que é a advocacia correspondente e quais são os benefícios que ela pode trazer para o(a) advogado(a). Além disso, você também verá:

  • O que é um correspondente jurídico? – Entenda definitivamente o que é a advocacia correspondente.

  • Como começar? – Primeiros passos para ser um correspondente.

  • Vale à pena? – Entenda já as reais vantagens!

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Correspondente jurídico: tudo o que você precisa saber sobre o assunto!

Você já ouviu falar em correspondente jurídico? Atuar em comarcas distintas da comarca do escritório de advocacia pode parecer, a princípio, um inconveniente. Afinal, é preciso acompanhar todas as movimentações processuais, fazer carga dos autos, manifestar-se e, ainda, comparecer à audiência. Assim, mesmo que se trate de processo digital, o que ainda não está em funcionamento em todo o país, há constantemente a necessidade da presença física do patrono no local onde tramita o processo.

No entanto, esse não pode ser um empecilho à expansão do escritório, uma vez que, hoje, é possível contar com outros recursos, como a contratação de um advogado local, conhecido por correspondente, para prestar o serviço sem o responsável precisar se deslocar. Ao mesmo tempo, aquele escritório, que eventualmente contrata esse profissional, também pode diversificar sua fonte de receita e oferecer esse serviço. Já pensou nisso?

Ficou interessado em saber mais sobre o assunto? Então continue lendo o post, pois contaremos tudo o que é preciso saber sobre o trabalho desse profissional tão importante para a advocacia brasileira.

O que é o serviço de correspondente jurídico e quais são as suas características?

O serviço da advocacia correspondente consiste na prestação de um serviço por um advogado, com domicílio profissional na cidade onde tramita o processo objeto de interesse para o profissional patrono dos autos, cuja atuação acontece em cidade distinta. Isso significa que o correspondente é contratado diretamente pelo procurador do processo, e não pelo cliente, para prestar um serviço específico.

No entanto, não se trata, necessariamente, de transferir a esse advogado local os poderes de representação recebidos pelo procurador originário. Esse procurador continua sendo o patrono do processo, de modo que o correspondente atuará somente em casos específicos e sob a sua orientação, como naqueles em que é necessário apresentar o substabelecimento, com reserva de poderes para atuar, como em uma audiência.

Os serviços a serem prestados pelo correspondente jurídico são diversos. Nesse sentido, ele pode ser contratado para prestar um serviço isolado em um dado processo, seja de baixa complexidade, como retirada de cópia, protocolo, análise de andamento processual ou distribuição de carta precatória, seja de mais alta complexidade, como realização de audiência ou de sustentação oral e despacho com o juiz.

Em caso de contratação de serviço isolado, é necessário que as partes acordem, com antecedência, o preço de cada diligência. Isso porque, como dito, elas têm diferentes graus de complexidade.

Nesse contexto, o valor a ser pago por um protocolo não será o mesmo de uma audiência de conciliação e essa, por sua vez, não terá o mesmo valor de uma representação em audiência de instrução e julgamento. O ideal, portanto, é que esses valores sejam discutidos antes da realização do serviço para não haver conflito posteriormente.

Existe, ainda, a possibilidade de o advogado ser contratado para acompanhar toda a tramitação de um ou de mais processos de um mesmo escritório jurídico e, assim, reportar todos os andamentos ao procurador responsável pela demanda e proceder a todas as diligências necessárias, desde a obtenção de cópias, passando pelos protocolos, até a representação nas audiências.

Nesse caso, pode ser previamente acordado entre as partes um valor único para o acompanhamento e a realização de serviços ao longo de todo o processo.

Uma terceira possibilidade, sobretudo, nas cidades maiores, refere-se ao contencioso de massa. Os escritórios que trabalham com um grande número de processos, geralmente de um mesmo cliente e envolvendo o mesmo objeto, contratam correspondentes para prestar um serviço específico, como representação em audiência de conciliação. No início do mês seguinte, esse correspondente é remunerado de acordo com o número de audiências realizadas em todo o mês anterior.

Em todos esses casos, o importante é que haja o acordo prévio quanto ao modo de realização da demanda, sobretudo, quanto ao prazo de cumprimento, e quanto ao valor e à forma de pagamento, para que tudo possa ser feito como combinado.

Vale lembrar que para calcular o valor cobrado você deve sempre observar as tabelas de honorários disponibilizadas por cada Seccional da OAB. Elas não são obrigatórias, mas estipulam o mínimo que deve ser cobrado. Quanto mais profissionais utilizarem a tabela, menores serão as chances de leilão de serviços advocatícios, e mais valorizado será o profissional de Direito.

Assim, uma vez realizado o serviço, o correspondente deve encaminhar ao escritório que o contratou um tipo de comprovante, que irá variar de acordo com o serviço realizado (o próprio protocolo, as cópias solicitadas, a ata de audiência etc.), e o contratante deve providenciar o pagamento.

Quais regras regem essa área?

Como ressaltado no início do tópico anterior, a contratação do advogado correspondente é feita diretamente pelo advogado patrono, e não por seu cliente. Em razão disso, pode-se dizer que a relação entre eles é a de uma simples prestação de serviço jurídico, de modo que ambos devem observar os termos previamente convencionados.

Ainda assim, trata-se de serviço jurídico prestado por profissional do Direito, razão pela qual devem ser seguidos o Código de Ética e o Estatuto da Advocacia e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Nesse sentido, é interessante que os termos do serviço — notadamente o tipo de demanda solicitada, o seu prazo para cumprimento e os honorários — sejam não só discutidos com antecedência, como também registrados por escrito e por e-mail. Isso é importante para que não restem dúvidas quanto a esses termos, assim como para amparar ambas as partes em eventual divergência posterior. Afinal, o descumprimento de um prazo pode ser fatal para o sucesso da causa.

Além disso, o ideal é que alguns serviços sejam precedidos de orientação por parte do advogado contratante, principalmente as de maior complexidade, como as audiências e a sustentação oral — atos que são decisivos em um processo. Isso porque o correspondente, em geral, não está familiarizado com os autos e pode conduzi-lo de forma diferente da desejada pela banca responsável.

Ainda assim, o correspondente precisa estar comprometido com o trabalho que foi aceito por ele e atuar como se patrono fosse, empenhando-se em fazer o seu melhor e agir com profissionalismo e cumprindo com os prazos acordados, sobretudo, o de protocolo, feito no prazo derradeiro, e de representação em audiência. Ademais, em caso de imprevisto, deve entrar em contato com o advogado responsável para que esse possa agir a tempo.

Além disso, é de extrema importância que os envolvidos nessa contratação acordem honorários justos, em respeito ao Código de Ética e Disciplina da OAB, evitando valores aviltantes. Como já ressaltado, a combinação dos honorários deve levar em consideração o tipo de diligência realizada, assim como a sua complexidade, o tempo despendido para sua realização e, até mesmo, o lugar da prestação do serviço para que se chegue a um valor justo para ambos os envolvidos.

Outro ponto a ser observado pelo correspondente jurídico refere-se às demandas a que está apto a fazer, em respeito ao Estatuto da OAB. Isso porque, em não raras vezes, estagiários e bacharéis em Direito inscrevem-se como correspondentes, o que é perfeitamente possível. No entanto, eles não estão habilitados a exercer certas atividades próprias do advogado, como representação em audiência e realização de sustentação oral.

Os estagiários e os bacharéis ainda não aprovados no Exame da Ordem podem, por outro lado, prestar serviços como checagem de andamento processual no balcão, retirada de cópias, realização de protocolos e distribuição. O exercício de atividade privativa de advogado, sem inscrição nos quadros da OAB, configura desempenho ilegal da profissão. Por essa razão, somente o advogado devidamente habilitado está autorizado a realizar todo e qualquer ato processual.

Importante: Somente Advogados e Estagiários, regularmente inscritos na OAB, podem ser correspondentes jurídicos, sendo que os Estagiários somente sob a supervisão e responsabilidade de Advogados.  Porém, existem algumas atividades que podem ser feitas por quem não é regularmente inscrito na OAB e você pode conferir esses serviços no e-book gratuito: O guia completo de serviços que estudantes de Direito, estagiários e bacharéis podem fazer.

Como o profissional deve se preparar para ser um correspondente jurídico?

Engana-se quem pensa que o trabalho de correspondente jurídico não merece preparo e atenção. Atuar nos autos de um colega de profissão, principalmente para os serviços de maior complexidade, requer organização e conhecimento. Veja, a seguir, como o profissional deve se preparar:

Organização

O primeiro passo para o profissional que quer se cadastrar como correspondente é verificar a sua disponibilidade e se é realmente possível conciliar esse trabalho com a sua rotina. Uma vez cadastrado, é fundamental que o correspondente apenas aceite as demandas que ele poderá, de fato, cumprir dentro do prazo solicitado.

O descumprimento do prazo, além de poder prejudicar a parte no processo, macula a sua reputação e pode ser um empecilho para futuras contratações. O comprometimento é fundamental para o sucesso do profissional.

Além disso, o ideal é organizar sua rotina de modo a definir os dias em que os serviços forenses serão realizados. Assim, a menos que se trate de diligências com datas e horários específicos, como uma audiência, o serviço pode ser realizado em determinados dias e horários da semana de acordo com a demanda, sem prejuízo de outros trabalhos e estudos.

Cadastro em um bom site de correspondentes

Alguns sites jurídicos são especializados em conectar os correspondentes aos advogados contratantes (falaremos sobre isso mais adiante). Contudo, o ideal é se cadastrar em um site de confiança, com experiência no mercado e respeitado pelos profissionais da área. Afinal, são nessas plataformas que os bons escritórios de advocacia vão buscar os seus correspondentes.

Conhecimento

Algumas dessas plataformas permitem que os advogados façam a seleção das áreas de atuação para as quais querem se candidatar. Isso é ótimo, porque o profissional pode se dispor a fazer as diligências somente nas áreas em que tem mais conhecimento e nas quais já atua profissionalmente.

Ainda assim, caso se cadastre para todas, indistintamente, o ideal é que tenha conhecimento de direito processual para tal. O correspondente não deve assumir tarefas para as quais não esteja devidamente preparado. A atuação como correspondente é, também por isso, uma oportunidade de se manter atualizado e de continuar estudando para aprofundar seus conhecimentos jurídicos e, assim, oferecer um bom serviço de correspondente.

Comunicação

Mas, além do conhecimento técnico, é fundamental que o correspondente mantenha bons canais de comunicação. Isso começa, claro, com o cadastro em uma boa plataforma de correspondentes, mas também mantendo-se conectado à Internet e respondendo com rapidez às mensagens de solicitação de serviços.

No entanto, uma boa comunicação vai muito além disso. É fundamental que o advogado correspondente saiba conversar com o profissional contratante, expondo com clareza suas condições e possibilidades para o cumprimento da diligência, como datas disponíveis e valores cobrados por cada serviço. Uma vez realizada a atividade, ele deve dar o retorno prontamente ao escritório de advocacia, expondo como ela se deu e sanando todas as eventuais dúvidas, sempre com zelo e educação.

O trabalho de correspondente precisa ser prestado com zelo, como já destacamos, e isso inclui tratar bem o seu cliente e ser acessível a ele. Esse tipo de networking pode abrir portas, atrair cada vez mais serviços e fidelizar clientes, já que se passa a imagem de um profissional sério e competente.

Quais os benefícios de contar com correspondentes jurídicos no seu escritório?

Tanto o escritório que contrata o correspondente jurídico quanto o que oferece esse serviço contam com muitos benefícios. Continue lendo as vantagens de cada um deles.

Benefícios para o escritório que contrata correspondentes jurídicos

O primeiro e mais importante benefício para o escritório que contrata advogados correspondentes é a possibilidade de expansão do escritório de advocacia. Como já apontado no início deste post, a atuação do escritório em processos que tramitam em comarca distinta da comarca do seu domicílio profissional pode parecer um empecilho, à primeira vista, mas isso não pode barrar a expansão do escritório para outras cidades.

O trabalho do correspondente jurídico vem solucionar todas as dificuldades que possam ser apresentadas nesse caso e, o mais importante, sem que seja necessário o investimento na instalação de uma filial. Com o advogado correspondente, o escritório se mantém presente e acessível aos clientes das demais cidades, prestando o mesmo serviço de qualidade.

Entre outras vantagens de ter advogados correspondestes como funcionários, é possível destacar a redução de custos. Neste sentido, sem o trabalho do correspondente, o escritório precisaria deslocar um de seus advogados para cada cidade em que mantém processos, sempre que fosse necessário falar nos autos, distribuir ação ou carta precatória, representar o cliente em uma audiência, e assim sucessivamente.

Esse deslocamento significa, inicialmente, contar com um advogado a menos em seu quadro de funcionários, o qual deixa de fazer o seu trabalho internamente, prejudicando a rotina do escritório. Além disso, a medida implica gastos com passagens, hospedagem e alimentação, os quais representam altos custos quando recorrentes.

O custo com o correspondente, por sua vez, é consideravelmente menor, na medida em que se paga tão somente pelo serviço prestado, e o funcionário, além de poupado do cansaço com a viagem, continua produzindo no escritório. Isso tudo sem falar no tempo que é poupado e na rapidez com que a diligência é prestada. Afinal, como o advogado já se encontra no local em que o serviço deve ser realizado, basta se dirigir ao fórum em que tramita o processo para proceder à diligência.

Outra vantagem que precisa ser apontada é que, como o correspondente já atua no local, ele conhece o funcionamento das varas, o estilo de trabalho de cada uma delas, assim como a linha de atuação de cada juiz. Essas são informações que podem ajudar o escritório na representação das causas. Por isso, contar com um correspondente da cidade é também uma forma de se familiarizar com o local e de aprender a lidar com as suas nuances, aumentando as chances de sucesso na causa.

Benefícios para o escritório que oferece o serviço de correspondência jurídica

Alguns advogados podem pensar que o trabalho de correspondente jurídico deve ser prestado apenas por profissionais no início da carreira, estagiários e bacharéis que estudam para concurso. A verdade é que, além de benéfico para essas pessoas, ele também pode ser benéfico para o escritório já consolidado.

Oferecer serviços de advocacia de apoio é uma oportunidade de ampliar o networking no meio jurídico. Isso porque o escritório tem a oportunidade de conhecer e de trabalhar com outros advogados, das mais diversas áreas e das mais variadas cidades do seu estado e do país. Conhecer profissionais da área é sempre uma oportunidade de fazer contatos interessantes e que podem render novas parcerias profissionais.

Nesse sentido, a atividade de correspondência é, também, uma chance de diversificar a área de atuação do escritório, com possibilidade de atender outros clientes e outras demandas processuais, até então, não cogitadas.

Oferecer um novo tipo de serviço significa, ainda, contar com nova fonte de renda. A advocacia de apoio é uma ótima oportunidade de aumentar a renda do escritório, sem que isso implique necessidade de aumento de custos. Isso porque o escritório já mantém toda a estrutura necessária para oferecer a atividade, inclusive profissionais próprios que realizam corriqueiramente serviços forenses. Dessa forma, atuar como correspondente jurídico só tem a trazer benefícios para o escritório.

Como contratar o serviço de advocacia correspondente?

Contratar o serviço de advocacia correspondente é simples, mas requer atenção e, para isso, existem dicas para encontrar um bom advogado correspondente que devem ser seguidas. Essas dicas você encontra clicando aqui. Uma delas é fazê-lo pelo próprio site da OAB.

Assim, basta que o interessado acesse o site da Seccional da OAB do lugar em que pretende contratar o correspondente e cheque, em seus cadastros, quais advogados atuam naquele lugar. A dificuldade é que o site não lista especificamente os advogados que atuam como apoio, sendo necessário entrar em contato diretamente para verificar se ele tem interesse ou não em fazer o serviço, o que pode ser bem cansativo e arriscado.

Outra forma seria por meio das ferramentas de busca da Internet, em que bastaria digitar a comarca onde a demanda deve ser prestada e o serviço a ser realizado para serem oferecidas as opções. No entanto, pode acontecer de os dados apresentados não estarem atualizados, tornando a busca longa e, talvez, infrutífera. Além disso, pode ser muito arriscado contratar um advogado sem referências.

Por isso, a forma mais eficaz de encontrar um correspondente jurídico é por meio dos sites especializados, que contam com o cadastro atualizado dos correspondentes jurídicos disponíveis em cada cidade. O ideal, no entanto, é privilegiar sites de confiança, que já estejam há algum tempo no mercado e contem com o cadastro de um grande número de correspondentes, com atuação no maior número possível de cidades.

Além disso, é nos sites mais confiáveis que será possível encontrar os correspondentes mais sérios e comprometidos com o trabalho. Outra dica para encontrar o advogado certo para fazer o seu serviço é priorizar as plataformas que ofereçam diferentes meios de refinamento de pesquisa.

Nesse sentido, o ideal é refiná-la, informando não só a cidade onde o serviço jurídico deve ser prestado, mas também a área da matéria da diligência (Civil, Penal, Trabalhista, entre outros), o tipo de diligência (cópia, protocolo, audiência, distribuição etc.) e o prazo em que ela deve ser cumprida. Quanto mais refinada a busca, maior a chance de encontrar o correspondente jurídico certo para a diligência.

Selecionados os critérios de busca, o site disponibilizará a lista com todos os correspondentes cadastrados que se encaixam no perfil selecionado, bem como um pequeno currículo com as informações mais importantes de cada um, como faculdade de formação, área de atuação e avaliação feita pelos demais contratantes. Esses dados podem ser fundamentais para facilitar a escolha, na medida em que se tem ciência de quem é aquele profissional.

Depois de escolhido o correspondente, o escritório encaminha uma mensagem, pelo próprio site, com os dados do processo e mais alguma informação que julgar necessária, para saber se o advogado tem interesse e disponibilidade para fazer o serviço. Nesse momento, os envolvidos também podem discutir o valor dos honorários e acertar os termos da contratação.

O escritório de advocacia interessado em contratar o serviço não precisa se cadastrar no site, basta acessá-lo para fazer a sua busca — para isso, pode ser interessante conhecer 5 tecnologias para escritórios de advocacia. Já os que tenham interesse em oferecer o serviço, precisam fazer o cadastro e informar os dados solicitados, como área de atuação e tipos de diligência aptos a prestar.

Em geral, o cadastro é válido por um período limitado, até mesmo, para que o profissional tenha a oportunidade de manter seus dados atualizados e de não ser importunado, caso deseje interromper a prestação do serviço. Cessado o período, basta renovar o cadastro para continuar atuando como advogado de apoio.

Dessa forma, o correspondente jurídico é um profissional fundamental na advocacia brasileira, ao viabilizar a expansão dos escritórios para além dos limites de sua cidade de atuação e conectar profissionais do meio jurídico.

Se interessou sobre o assunto? Para que você possa se especializar nessa área de atuação, não deixe de baixar nosso e-book: O Guia Definitivo da Advocacia Correspondente.

O que é um correspondente jurídico?

correspondente jurídico

Um correspondente jurídico ou advogado correspondente é aquele que realiza serviços jurídicos para outros advogados ou escritórios de advocacia.

É comum que os profissionais jurídicos precisem realizar diligências em outras comarcas diferentes, muitas vezes distante das suas próprias. Viajar até lá implicaria em gastos com transporte, alimentação e possivelmente até mesmo hospedagem. Assim, uma alternativa mais vantajosa é delegar o serviço para um(a) advogado(a) local, o correspondente jurídico. Este realizará a diligência para o contratante, e receberá seus honorários previamente acordados pelo serviço.

O correspondente jurídico pode realizar desde tarefas mais simples, como a obtenção de cópias e a distribuição de cartas precatórias, até mais complexas, como audiências. Ele pode ser útil também para diligências de caráter emergencial, que precisam ser feitas de imediato, ocasionando, portanto, economia de tempo para os contratantes.

O(a) advogado(a) que decide atuar como correspondente jurídico pode obter diversos benefícios para a sua carreira. Por exemplo, a possibilidade de ganhar visibilidade na carreira, realizar networking com outros profissionais de diferentes regiões do Brasil e, assim, mostrar seus serviços e habilidades, que podem levar a novas propostas de emprego futuramente. Para saber mais sobre os benefícios, não deixe de ler nosso artigo Benefícios de ser advogado correspondente.

Jovens advogados podem oferecer serviços de correspondente jurídico a fim de ganhar experiência prática e também de garantir seus primeiros honorários. Já advogados mais experientes podem aproveitar a maior flexibilidade da advocacia correspondente para conquistar uma renda extra aos seus vencimentos mensais. 

Importante: Somente Advogados e Estagiários regularmente inscritos na OAB podem ser correspondentes jurídicos, sendo que os Estagiários somente sob a supervisão e responsabilidade de Advogados.  Porém, existem algumas atividades que podem ser feitas por quem não é regularmente inscrito na OAB e você pode conferir esses serviços no e-book gratuito: O guia completo de serviços que estudantes de Direito, estagiários e bacharéis podem fazer.

Por fim, o escritório que contrata os serviços de um correspondente jurídico pode ver suas diligências realizadas de forma rápida, eficiente, econômica e sem consumir o tempo dos próprios colaboradores que, afinal, podem se dedicar a tarefas mais estratégicas. Finalmente, a atuação de advogados correspondentes pode até mesmo levar a uma expansão das atividades do escritório.

A advocacia correspondente é uma das formas mais modernas de atuação jurídica da atualidade. Os correspondentes recebem experiência prática no mercado, ao mesmo tempo em que ainda possuem flexibilidade o bastante para continuar se capacitando, o que pode levar a novas e melhores oportunidades profissionais no futuro.

O Juris Correspondente é a maior e melhor plataforma de correspondentes jurídicos e advogados correspondentes da internet. E pensando no aperfeiçoamento profissional dos advogados correspondentes, preparamos um e-book com O Guia Definitivo da Advocacia Correspondente.

Se quiser aprofundar mais no assunto, não deixe de conferir nossa série de vídeos sobre Advocacia Correspondente 4.0 e diversas outras dicas no curso Ganhe dinheiro na nova era do direito.

4 sinais evidenciam o bom trabalho do correspondente jurídico

Sabemos que o número de advogados e profissionais que atuam no setor da advocacia só aumenta. Neste cenário extremamente competitivo, é preciso que o bacharel em Direito que pretende advogar se mantenha atualizado, prestando serviços de qualidade.

Mas o que exatamente evidencia uma boa atuação de um correspondente jurídico? Quais são os sinais de que se está fazendo um trabalho acima das expectativas? Confira:

1. Sua rede de contatos como correspondente jurídico não para de aumentar

Um dos maiores desafios de quem trabalha como correspondente jurídico é aumentar seu networking e prospecção de clientes para garantir um fluxo constante de processos em seu escritório. Afinal, é preciso ter essa fidelização de clientes e estabilidade para o controle financeiro.

Se o advogado chegou a um ponto em que as pessoas demandam constantemente seu trabalho e sua rede de contatos de prospecção não para de aumentar, isso significa que o profissional está fazendo um bom trabalho como correspondente. Um cliente te indica para outro e assim sucessivamente, até que sua demanda passa a crescer exponencialmente.

2. Processos mais importantes para acompanhamento em seu escritório

É comum que, inicialmente, só se transfira ao advogado correspondente a responsabilidade de lidar com causas de menor complexidade e fácil acompanhamento. Isso, porque o escritório matriz que cuida do processo não quer perder nenhum prazo, nem causar danos irreversíveis ao cliente final.

Por outro lado, quando se passa a ser confiado com processos mais importantes, de valores vultosos e atuação-chave em instâncias como audiências, sustentações orais e até mesmo elaboração de algumas peças, entre outras funções, isso significa que seu trabalho tem maior respaldo entre os contratantes.

3. Suas ações são recebidas com surpresa (positiva) pelos contratantes

Sempre fazer além do que é esperado e agir de forma proativa são maneiras de ganhar confiança no mercado da correspondência jurídica. Correspondentes que atuam assim podem até ser recebidos inicialmente com surpresa por seus contratantes, já que não são todos que o fazem, mas têm mais potencial de crescer, se destacar da concorrência e assim alavancar sua demanda por meio de novos processos. Por isso, administre bem seu tempo e faça com que seu trabalho seja valorizado pelos contratantes de seus serviços.

4. Está preparado para responder perguntas sobre um processo

Há advogados correspondentes que não se especializam nos processos que acompanham. Isso pode gerar certo desconforto quando seus contratantes, sejam eles outros escritórios, ou departamentos jurídicos de empresas, entram em contato para se informar sobre andamentos recentes de causas, despachos, decisões e movimentações.

Para se destacar da concorrência e efetivamente fazer um bom trabalho como correspondente jurídico, é preciso ir além e se antecipar a essas questões, com habilidades que envolvem também o pensamento crítico sobre os processos que acompanha.

Informe-se diariamente sobre os andamentos dos seus processos e garanta que tem todas as informações e análises para dar quando elas lhe forem demandadas. Essa é uma estratégia infalível para melhorar sua reputação no mercado de correspondentes jurídicos.

Tem feito um bom trabalho na atuação como correspondente jurídico? Com essas informações em mãos, fica mais fácil saber onde e por que melhorar. E se quiser destacar ainda mais no mercado, não deixe de baixar nosso E-book: O Guia Definitivo da Advocacia Correspondente.

Correspondente jurídico: por que você precisa de uma carteira da OAB?

Ao falarmos sobre a atuação de correspondentes jurídicos, é importante ter em mente que suas atividades vão muito além de simplesmente realizar protocolos e verificar o andamento de processos. Caso contrário, não seria preciso contratar advogados como correspondentes jurídicos, não é mesmo? Mas por que você precisa de uma carteira da OAB para essas atividades? Continue lendo o nosso post e confira!

Por segurança jurídica

A maioria dos escritórios que estão buscando um advogado correspondente desejam contar com a segurança de que o trabalho será feito da forma mais correta possível, sem prejuízos a seus clientes. Isso é válido para toda e qualquer tarefa que um advogado correspondente venha a desempenhar, desde fazer um simples protocolo, até realizar uma audiência de instrução e julgamento.

Sendo assim, a carteira da OAB é uma das formas mais basilares de verificar se o correspondente tem capacidade para exercer essas funções, pois essa verificação trará segurança jurídica para o contratante. O exame da Ordem dos Advogados do Brasil é unificado no território nacional e comprova que o candidato possui os conhecimentos básicos sobre Direito, o sistema jurídico brasileiro e os parâmetros éticos da profissão.

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Para rotinas da profissão que exigem certificação

Além disso, são várias as atividades cotidianas da profissão que exigem certificação por meio da carteira profissional para o seu exercício. Por exemplo, não é possível fazer carga de um processo ou acessar os autos de um caso confidencial se você não possui uma carteira da OAB (ainda que de estagiário) devidamente cadastrada no processo por meio de procuração ou substabelecimento.

Existem também outros momentos em que é exigida a carteira da OAB, como na realização de audiências e outras diligências forenses. Ou seja, parte essencial do dia a dia do advogado correspondente exige cadastro em dia junto à OAB. Se o profissional não puder desempenhar essas atividades, não terá como atuar plenamente como advogado correspondente.

Para não sofrer as consequências de advogar sem a carteira profissional

Como se não bastassem as questões mencionadas anteriormente, ainda há limitações de exercício da profissão estabelecidas pelo Estatuto da Advocacia e a OAB. Esse é o caso, por exemplo, do art. 1º desse estatuto, que determina serem atividades privativas do advogado (regularmente inscrito nos quadros da ordem) as atividades de postulação a órgãos do Poder Judiciário e juizados especiais, bem como consultoria, assessoria e direção jurídica.

Além disso, o exercício irregular da profissão também poderá ser enquadrado como tipo penal, de acordo com os artigos 171 (estelionato), 297 (uso de documento falso), 299 (falsidade ideológica) e 307 (falsa identidade) do Código Penal do Brasil. Há casos de falsos advogados serem inclusive presos pelo exercício ilegal de atividades privativas da profissão.

Como pode perceber, existem vários motivos pelos quais a carteira da OAB é importante para atuar como correspondente jurídico. Fique atento a esses detalhes do mercado de trabalho advocatício para aumentar a reputação e a qualidade de sua atuação profissional! Aproveite também para conferir nossas dicas sobre como expandir seus atendimentos!

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