O que é paralegal e como atuar como um?

paralegal o que é

No Brasil, a profissão de paralegal ainda não está regulamentada, apesar de haver projetos legislativos nesse sentido. Muito comum em países como os Estados Unidos e Inglaterra, essa carreira profissional ganhou bastante notoriedade a partir do filme Erin Brockovich, Uma Mulher de Talento, em que Julia Roberts começa a atuar como paralegal em um escritório de advocacia. Mas e no país? Como um bacharel em Direito pode fazer para atuar nessa área? Confira:

O que faz um paralegal?

Entre as principais funções profissionais de um paralegal, estão as de assistência jurídica do advogado, ou seja, a realização de atividades de documentação, pesquisa, investigação e consultas de informações relevantes à advocacia. Em geral, esses profissionais também minutam conclusões e pareceres resultantes dessas atividades, auxiliando advogados em seu dia a dia no escritório de advocacia.

Para ser um paralegal não é necessário ter OAB. Mas é importante notar que essas atividades são sempre realizadas sob a supervisão de um advogado, e nunca independentemente. Afinal, no país, as atividades relacionadas à advocacia são prerrogativas exclusivas da profissão, que é regulamentada por meio do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil. Ou seja, apenas profissionais que cursaram Direito e foram aprovados na prova da OAB podem oferecer atendimento, assistência, consultoria e representação jurídica ao público.

Para não restar qualquer dúvida quanto ao princípios éticos da OAB, não deixe de conferir o nosso e-book: O Código de Ética da OAB e seus principais pontos.

Qual a situação dessa carreira no Brasil?

Há uma grande discussão no país acerca da necessidade de se regulamentar essa profissão, que atualmente se encontra em um limbo jurídico. Muitos escritórios de advocacia já empregam paralegais na condição de secretários, ou analistas judiciários.

Em geral, são pessoas que se formaram em Direito, não foram aprovados no exame da OAB, mas possuem conhecimentos jurídicos suficientes para auxiliar advogados na rotina da profissão.

Atualmente, está em trâmite na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 5.749, de 2013, que cuida da questão e visa a regulamentar a profissão no Brasil. O projeto prevê alteração no Estatuto da Ordem para inclusão expressa da figura do paralegal e exige, para tanto: “capacidade civil; diploma, ou certidão de graduação em Direito, obtido em instituição de ensino oficialmente autorizada e credenciada; título de eleitor e quitação do serviço militar, se brasileiro; não exercer atividade incompatível com a advocacia; idoneidade moral; e prestar compromisso perante o Conselho” (da Subseção da OAB).

Existe demanda?

Sim! Não apenas demanda, como também oferta! Vários escritórios de advocacia já contratam funcionários justamente para atuar como paralegais. Além disso, em 2016, o índice médio de aprovação no exame da OAB foi de 22%.

Ou seja, 78% dos candidatos continuam no mercado, a espera de aprovação para exercício da profissão. Por que não permitir uma transição entre a graduação em Direito e o exercício da advocacia, por meio da atividade paralegal?

O que fazer para atuar como paralegal?

Os interessados em atuar como paralegal no país devem procurar escritórios de advocacia com vagas abertas em setores administrativos, expressando seu interesse nesse tipo de atividade. Requere-se, normalmente, a graduação em Direito e algum tipo de experiência na atividade advocatícia como estagiário.

Além disso, vale a pena continuar estudando para o exame da OAB, já que a profissão de paralegal presume uma natural progressão ao exercício da advocacia, sendo um nível intermediário entre o estágio de Direito e a atividade advocatícia.

Inclusive, você sabia que existem diversas atividades que podem ser feitas por quem não é regularmente inscrito na OAB? Confira quais são esses serviços no e-book gratuito: O guia completo de serviços que estudantes de Direito, estagiários e bacharéis podem fazer.

Tem interesse em atuar como paralegal? Quer saber mais informações sobre temas jurídicos? Aproveite então para seguir o Juris Correspondente. Participe.

 

Imposto de Renda: tudo o que você precisa para fazer a sua declaração

Neste período do ano, começa a surgir uma grande preocupação para a maioria dos brasileiros: a declaração do Imposto de Renda.

Apesar de ser uma obrigação existente há muitos anos no nosso sistema tributário, esse processo sempre demanda uma série de dúvidas e questionamentos entre os contribuintes.

O objetivo com este post é mostrar as informações sobre a declaração do Imposto de Renda e dar algumas dicas para tornar esse processo mais simples.

Quem deve transmitir a declaração do Imposto de Renda?

Existem alguns casos em que a transmissão da declaração do Imposto de Renda é obrigatória. O primeiro critério — e o mais comum — tem base no ganho acumulado durante todo o ano.

É simples: no ano de 2016, todas as pessoas que tiveram um ganho igual ou superior a R$ 28.559,70 estão obrigadas a transmitir a declaração, independente de ser um advogado contratado por uma empresa ou um profissional liberal. Já os outros critérios são menos comuns, mas ainda vale a pena destacá-los.

Também estão obrigadas a declarar as pessoas que obtiveram rendimentos diversos não tributáveis — como é o caso dos lucros distribuídos aos sócios, por exemplo — acima de R$ 40.000,00.

Ainda, pessoas que possuem bens materiais, móveis ou imóveis superiores a R$ 300.000,00 ou que têm ou fizeram investimentos em Ações, Previdência Privada ou Fundos de investimentos — independentemente de terem feito movimentações —, devem transmitir a declaração do Imposto de Renda e informar esses valores.

Neste checklist você encontra todos os documentos necessários para sua declaração ficar correta!

Quais são os documentos necessários para a elaboração da declaração?

Inicialmente, o contribuinte precisará do CPF, do Título de eleitor, de um documento que comprove a sua profissão, comprovante de residencia, do cartão do banco (para inserir o número da conta para restituição ou pagamento) e a declaração do Imposto de Renda do ano anterior, caso a tenha transmitido.

É necessária a apresentação do Informe de Rendimentos, um documento que contém todos os recebimentos auferidos pelo contribuinte — caso tenha prestado serviço para uma empresa. Vale dizer que existem alguns tipos diferentes de Informe de Rendimentos.

Para os contribuintes que são empregados, é fornecida uma declaração contendo todos os ganhos e descontos como o INSS e o IR retido. Os bancos também fornecem esse documento com os saldos das contas e aplicações financeiras.

Quem possui ações ou valores investidos deve solicitar às gestoras ou corretoras o informativo para fins de Imposto de Renda.

Além desses documentos, é necessária a apresentação de dados dos dependentes (se houver – nome, CPF, data de nascimento, grau de parentesco), o Informe de Rendimentos e comprovantes de despesas incorridas durante o ano de 2016.

Entretanto, lembre-se que nem todas são passíveis de dedução no Imposto de Renda. Por isso, é aconselhável que a sua declaração seja feita por um contador para que ele inclua somente as despesas dedutíveis.

Grosso modo, são consideradas dedutíveis do Imposto de Renda as despesas com:

  • educação;
  • saúde (médicos, planos de saúde, etc);
  • pagamento de previdência oficial e privada;
  • Livro Caixa (despesas com a atividade do profissional liberal)*

Para advogados legalmente habilitados que dependem de capacitação profissional, registro junto à sua categoria, exercem a sua profissão individualmente – como profissional liberal e tem seu próprio escritório (que não constitua empresa), o tratamento quanto ao Imposto de Renda é diferente: é preciso preencher o carnê leão, que é o recolhimento mensal de IR por pessoas físicas que recebem rendimentos de outras pessoas físicas. É um planejamento fiscal mensal que facilita a declaração anual.

Gastos como: aluguel, condomínio, IPTU, luz, telefone, folha de pagamento, encargos e material de consumo, devem ser organizados mensalmente pelo livro caixa. Lembrando que o profissional precisa guardar os recibos e notas fiscais de tais despesas. Todos estes gastos são considerados dedutíveis para a apuração do IR pelo lucro mensal.

Um item importante para os advogados é a organização dos recebimentos de pessoas físicas, pois o IR obriga a apresentação individual de cada valor contendo NOME e CPF dos clientes. A prestação de contas é anual, mas estas informações precisam ser organizadas mensalmente.

Fique atento pois se você é profissional liberal e prestou serviços para uma empresa – pessoa jurídica – deverá apresentar tanto o carnê leão quanto o Informe de Rendimentos provido por esta.

Quando começa e qual é o prazo para transmissão?

O prazo para transmissão inicia sempre nos primeiros dias do mês de março e termina às 23:59h do último dia útil de abril. No ano de 2017, o envio será feito entre os dias 2 de março e 28 de abril, e o programa gerador estará disponível no site da Receita Federal a partir de 23 de fevereiro de 2017.

Assim, contribuintes obrigados a transmitir a declaração do Imposto de Renda que não a fizerem dentro do prazo estipulado sofrerão sanções e pagamento de multa, que pode variar entre R$ 165,74, no mínimo, e 20% do imposto apurado, no máximo.

Quais são as vantagens de declarar o Imposto de Renda?

De fato, muita gente pensa que se trata apenas de uma obrigação anual imposta pelo Governo Federal. No entanto, a declaração do Imposto de Renda garante uma série de benefícios mesmo para aqueles que não são obrigados a transmiti-la.

Em outras palavras: sim, transmitir a declaração do Imposto de Renda gera benefícios diversos aos contribuintes! Vejamos então algumas das utilidades que podem ser aproveitadas com a declaração do IR:

Recuperação de valores retidos a título de pagamento do Imposto de Renda

As empresas efetuam mensalmente um desconto diretamente no pagamento dos funcionários que ultrapassam um determinado valor mensal a título de pagamento do Imposto de Renda.

Esses contribuintes podem ter tais valores recuperados em parte — e até integralmente — caso comprovem que incorreram despesas durante o ano que poderiam ser deduzidas da base de cálculo do Imposto de Renda.

Essa comprovação de despesas é feita por meio da declaração do Imposto de Renda, mediante informação dos documentos de despesas dedutíveis mencionados neste artigo.

Comprovante de renda

Profissionais liberais – como é o caso dos advogados – e autônomos têm algumas dificuldades em comprovar renda quando precisam de certos serviços financeiros — como empréstimos ou financiamentos —, uma vez que alguns bancos e instituições financeiras não aceitam documentos comuns ou Declarações de renda simples.

A declaração do Imposto de Renda é uma excelente forma de resolver essa questão. Afinal, ela serve como comprovante de rendimento e é aceita em todos os bancos e instituições financeiras.

Agilidade no procedimento de retirada de passaporte e vistos para viagens internacionais

Alguns consulados recomendam — ou até exigem — que as pessoas apresentem a sua declaração do IR para fins de comprovação de informações profissionais e patrimoniais, de modo a obter mais dados para emissão de passaportes e vistos para viagens internacionais.

Assim, mesmo aqueles que não atingiram o valor de ganhos anuais que gere a obrigatoriedade de transmissão da Declaração podem se beneficiar da mesma forma ao transmitirem a sua declaração do Imposto de Renda — ainda que não exista imposto a pagar ou a restituir.

Quais são os benefícios de transmitir a declaração nos primeiros dias?

Sabemos que o povo brasileiro tem o hábito e a cultura de deixar tudo para a última hora, entretanto, com relação ao Imposto de Renda, o melhor a fazer é transmitir logo nos primeiros dias.

Caso o contribuinte tenha valores a restituir, a liberação dos valores é mais rápida. Geralmente ela ocorre no segundo lote de restituição, uma vez que o primeiro é exclusivo para os aposentados e pensionistas.

Sobretudo, o rápido envio da declaração evita dores de cabeça com servidores da Receita sobrecarregados ou internet com mau funcionamento — muito comuns nos dias que antecedem o término do prazo.

Por fim, deixar para a última hora ainda pode fazer com que aconteçam erros no preenchimento da declaração, ocasionando prejuízos ao contribuinte.

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Carreira Jurídica: as perspectivas no Direito Previdenciário

Direito Previdenciário

Em expansão no Brasil, o ramo do Direito Previdenciário deve ganhar ainda mais atenção nos próximos anos, sobretudo com o envelhecimento da população e as mudanças na legislação no setor. Isso tende a ampliar a demanda por profissionais que se dediquem a essa carreira jurídica, abrindo uma grande oportunidade no mercado de trabalho para quem quer atuar na área.

No estudo “Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida da população Brasileira – 2016”, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou claramente o envelhecimento da população e a tendência de que isso se amplie nas próximas décadas. De acordo com o estudo, de 2005 a 2015, o percentual de participação dos idosos de 60 anos ou mais no total da população passou de 9,8% para 14,3%.

Nesse período, também houve aumento na faixa etária de 30 a 59 anos, que passou de 36,3% para 41% do total dos brasileiros. Enquanto isso, a população jovem vem registrando queda percentual. Entre 0 e 14 anos, a participação em nossa pirâmide demográfica foi de 26,5% para 21% no período. De 15 a 29 anos, o percentual foi de 27,4% para 23,6%.

O IBGE alerta que o crescimento da população idosa vai se acelerar e, entre 2050 e 2060, um em cada três brasileiros terá 60 anos ou mais.

Quer aproveitar essa oportunidade na mudança da pirâmide demográfica para investir na área e ampliar os seus atendimentos? Fique atento às dicas deste artigo.

Conheça o Direito Previdenciário brasileiro

Com regras presentes na Constituição Federal, o Direito Previdenciário busca garantir que a chamada Seguridade Social seja respeitada. Nossa Carta Magna prevê, por exemplo, a universalidade da cobertura e do atendimento previdenciário; a uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais; a seletividade e a distributividade na prestação dos benefícios e serviços; e a irredutibilidade do valor dos benefícios, com equidade na forma de participação e no custeio.

Engana-se quem pensa, porém, que o advogado previdenciário só cuida de questões atinentes à aposentadoria, tema que ganha maior visibilidade principalmente com a discussão da Reforma da Previdência. Auxílios doença, acidente e reclusão, salários família, maternidade e pensão por morte, por exemplo, enquadram-se no âmbito da Previdência Social.

Especialize-se nessa carreira jurídica

O curso de Direito oferece ao bacharel uma visão geral e ampla de suas mais variadas áreas. Porém, ninguém sai da faculdade especialista em Direito Civil, Penal ou Trabalhista, por exemplo. É assim também com o Direito Previdenciário.

Por isso, não basta apenas se formar e fazer o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). É importante que aquele que deseja tornar-se uma referência na área dedique-se a um curso de pós-graduação. Existem diversas opções, com aulas presenciais ou a distância, oferecidos tanto por faculdades de Direito reconhecidas como por empresas dedicadas a cursos jurídicos.

Um dos pontos mais importantes na hora de escolher uma especialização é checar o currículo dos professores que ministrarão os cursos e o renome da instituição.

A especialização vai aumentar o seu conhecimento e conferir-lhe um título de especialista, o que amplia a sua credibilidade diante dos seus futuros clientes.

Há inúmeros livros que podem ser utilizados para o aprofundamento na área. Para informações mais gerais, existem os manuais de Direito Previdenciário. Em geral, são conteúdos mais densos e completos sobre as regras gerais para o setor.

Além dos manuais, há livros que tratam de temas específicos, mas que são fundamentais para quem quer se aprofundar na área. Destacam-se publicações sobre aposentadoria especial, livros que ensinam cálculos previdenciários e que tratam de benefícios por incapacidade e perícia médica, para ficar apenas em alguns exemplos.

O mais importante a se analisar na hora de escolher tanto um manual de Direito Previdenciário como livros técnicos sobre cada área é sua atualização. Como as mudanças no setor têm sido inúmeras, a cada ano surgem edições atualizadas para fazer frente a elas. Livros desatualizados mais atrapalham do que ajudam.

Ainda não está convencido em fazer uma pós-graduação? Então, veja mais 5 motivos para fazer uma pós-graduação em Direito.

Cuide bem do seu networking

De nada adianta acumular conhecimento teórico se faltar a experiência na área. Então, paralelamente aos estudos especializados e o aprofundamento nos livros, será necessário aprender a prática dessa carreira jurídica.

Para isso, o networking é extremamente importante e essencial para qualquer advogado. Converse com as pessoas, explique sobre o seu trabalho com o Direito Previdenciário, distribua cartões e mostre os seus conhecimentos sobre o assunto.

Aos poucos, as pessoas vão lhe reconhecer como uma referência nessa área e lhe contratarão para as suas futuras causas. Alguns advogados fazem, ainda, visitas a sindicatos e outros locais onde poderão encontrar clientes em potencial.

Além disso, mantenha sempre o respeito a seus clientes e demais funcionários com que tiver de lidar na profissão e conserve uma postura de humildade e de solidariedade.

Esteja sempre atualizado sobre o tema

Muitas foram as mudanças no Direito Previdenciário brasileiro nos últimos anos e outras ainda mais profundas estão em discussão. Foram modificadas, por exemplo, as regras da pensão por morte, foram criadas as diretrizes para a Previdência dos empregados domésticos, com a PEC das Domésticas, tivemos alterações no seguro-desemprego etc.

As principais alterações, porém, estão focadas nas regras de aposentadoria. Além das mudanças já realizadas, está em discussão no Congresso a Reforma da Previdência, considerada uma das prioridades do governo federal, que está preocupado com o déficit no setor.

Uma das áreas de maior atuação do especialista em Direito Previdenciário é justamente nos temas relacionados à aposentadoria. Atualmente há diversas regras em vigor para a concessão de tal benefício pelo INSS. Ele pode ser concedido, por exemplo, por tempo de contribuição ou por meio da regra 85/95. Há ainda as aposentadorias especial, por idade, por invalidez ou proporcional.

A aposentadoria por tempo de contribuição passou por mudanças em 1999, quando foi criado o fator previdenciário. Esse mecanismo reduz o valor do benefício, principalmente para quem quer se aposentar cedo demais, incentivando que as pessoas permaneçam mais tempo contribuindo com a Previdência.

Em 2015, surgiu outra mudança profunda no sistema previdenciário de quem trabalha na iniciativa privada, com a aprovação pelo Congresso Nacional da regra 85/95. Tal regra é uma alternativa ao fator. Por meio dela, mulheres que atingirem o número 85 na soma entre idade e tempo de contribuição ficariam livres da redução do benefício. No caso dos homens, essa soma tem que ser 95. Assim, um homem com 60 anos de idade, precisaria de 35 anos de contribuição para se aposentar com proventos integrais.

Se as regras atuais forem mantidas, a partir de 31 de dezembro de 2018, para afastar o fator, a soma da idade e do tempo de contribuição terá de ser 86, se mulher, e 96, se homem. A lei limita esse escalonamento a 2026, quando a soma para as mulheres deverá ser de 90 pontos e, para os homens, 100 pontos.

Há, porém, em vigor no Brasil regras de aposentadoria especial para aqueles que trabalham em condições prejudiciais à saúde, tais como excesso de barulho ou contatos com produtos tóxicos.

Tudo isso, porém, pode ser alterado se as novas regras previstas na Reforma da Previdência forem aprovadas. Por isso, para ter sucesso nessa carreira jurídica é sempre bom ficar de olho no que está acontecendo no Congresso Nacional.

Pensando em facilitar a sua profissão, criamos um banco de petições com diversos modelos a sua disposição e atualizado mensalmente. Acesse já, mas lembre-se que o documento deve ser adaptado a cada caso.

Gostou do artigo? Quais suas impressões sobre esse ramo do Direito? Deixe um comentário!

 

Entenda o que se faz na área do Direito Autoral

O Direito Autoral é um dos principais ramos de atuação para advogados especializados em propriedade intelectual. Essa é uma matéria que está presente no dia a dia de várias pessoas, desde quando se assiste a um filme no cinema, até quando alguém escreve um texto e o publica online.

Mas como ocorre a atuação do advogado nessa área? Quais direitos são mais comuns de serem protegidos? Continue a leitura e confira as respostas para essas e outras perguntas.

O que o Direito Autoral protege?

Em linhas gerais, o Direito Autoral protege toda e qualquer criação humana, desde que externalizada em meio físico. Assim, protegem-se publicações como poemas, obras literárias, coreografias, fotografias, peças teatrais, pinturas, esculturas, filmagens, partituras musicais, entre outras formas de expressar de criatividade.

Neste contexto, até mesmo programas de computador podem ser protegidos por meio do Direito Autoral. É interessante observar que outras jurisdições, como a dos Estados Unidos, escolheram proteger softwares por meio de patentes, e não pelo viés do Direito Autoral.

Quais são as penalidades previstas pela lei 9.610/1998?

A Lei 9.610/1998, que trata sobre Direito Autoral no Brasil, contém uma lista extensa de obras intelectuais passíveis de proteção. Essa legislação decorre de uma determinação constitucional, já que o artigo 5º, XXVII de nossa Constituição Federal prevê aos autores o direito fundamental a ter sua invenção resguardada.

Basicamente, essa lei parte do pressuposto de que, ao ter direitos de exclusividade sobre sua obra, o autor poderá ser remunerado pelo trabalho inventivo que teve durante a criação, incentivando-o a criar ainda mais bens intelectuais. Para a maioria das obras, a lei prevê direitos morais (eternos) e patrimoniais (prazo de 70 anos após a morte do autor) sobre a própria criação.

A pirataria, o plágio e a cópia também são previstos como passíveis de punição, segundo essa lei. Em geral, são patrimoniais os danos envolvidos em ações de indenização por violações a direitos autorais, como renda auferida ilegalmente, exemplares vendidos sem autorização, reprodução não autorizada de obras, etc. Mas também é possível que se configurem violações morais ao direito de autor quando, por exemplo, não se menciona a autoria de uma obra quando ela é exibida ou interpretada. Nesses casos, há previsão de multa, publicação de erratas e divulgação compulsória da identidade do autor pelo mesmo meio.

Como é a atuação de advogados nessa área?

O campo de atuação jurídica para advogados no Direito Autoral é bastante variado. Além de ações indenizatórias, também é possível trabalhar com a prevenção de violações aos direitos autorais, assegurando a anterioridade, a titularidade e o registro de obras inéditas, independentemente do meio artístico escolhido.

Advogados podem atuar ainda na elaboração de contratos de transferência de direitos patrimoniais de autor, autorização de interpretações e exibição de obras, recolhimento (e contestação de valores) de contribuição a órgãos fiscalizatórios (ECAD – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), entre outros.

Já atuou em algum caso de Direito Autoral? Tem interesse por essa área? Aproveite também para assinar nossa newsletter e continuar a receber artigos como este. Participe.

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6 princípios do Direito Tributário que todo advogado precisa saber

Assim como outras disciplinas do Direito, a matéria tributária nacional segue uma série de princípios que são essenciais para a formação de opinião na área, resolução de disputas, elaboração de critérios de arrecadação, entre outros aspectos. À vista disso, quais seriam os mais importantes princípios do Direito Tributário, que todo advogado precisa conhecer? Confira esta lista:

1. Princípio da anterioridade

Esse princípio é um dos mais importantes no sistema tributário, porque determina a necessidade de publicação prévia de lei que preveja a cobrança de um tributo. Ou seja, de acordo com o artigo 150, III, b, da Constituição Federal, é preciso primeiro publicar uma lei que institucionalize um imposto, para só então poder cobrá-lo no exercício seguinte. Isso dá maior previsibilidade ao sistema.

2. Princípio da legalidade

De acordo com esse princípio, só poderão ser estabelecidos tributos por meio de lei. Isso evita arbitrariedades na atividade de arrecadação pelo poder público, bem como a impossibilidade da configuração de infrações tributárias e outras contravenções sem leis que as prevejam. Esse dispositivo pode ser encontrado no artigo 150, I, da Constituição Federal.

3. Princípio da isonomia tributária

De acordo com a Constituição Federal (artigo 150, II), todos os contribuintes devem ser considerados igualmente perante a lei. O objetivo é evitar discriminações na tributação de pessoas físicas e jurídicas. Claro que essa medida ainda permite a prática de benefícios tributários, mas essas políticas de incentivo devem ser analisadas de acordo com uma lógica maior de governança pública e estímulo econômico.

4. Princípio da uniformidade geográfica

O objetivo desse princípio (artigo 151, I) é garantir a uniformidade da União no tratamento de contribuintes dos estados, municípios e distrito federal, sem tratamento diferenciado, nem guerras fiscais. Mais uma vez, é importante entender que esse princípio também pode ser relativizado, principalmente como política econômica, a exemplo do que ocorre na Zona Franca de Manaus.

5. Princípio da Transparência dos Impostos

Muito relacionado ao princípio da legalidade, o princípio da transparência dos impostos tem como objetivo garantir a publicidade e a compreensão do sistema tributário (incidência, arrecadação etc.) pelos contribuintes. Previsto pelo artigo 150, § 5º, da Constituição Federal, seu objetivo é reduzir a complexidade do sistema arrecadatório.

6. Princípio da irretroatividade tributária

As leis que instituem tributos não podem incidir sobre períodos anteriores àqueles em que foram instituídos. Seu objetivo é garantir a segurança jurídica e a previsibilidade financeira no país, especialmente para que pessoas físicas e jurídicas possam prever melhor seus gastos e planejar suas medidas de crescimento econômico. Esse princípio está previsto também pela Constituição, no art. 5°, XXXVI.

É interessante observar que esse mesmo princípio também pode ser encontrado em outras legislações hierarquicamente inferiores à Constituição e em outras áreas do Direito, como o Direito Civil (Lei de Introdução ao Código Civil, artigo 6°) e o Direito Penal (Código Penal, artigo 2°).

Como visto, há muitos princípios do Direito Tributários que também podem ser aproveitados por outras áreas do Direito, independentemente de seu ramo de atuação. Ainda tem dúvidas sobre o tema? Deixe aqui seu comentário.

 

 

5 campos de atuação para advogados na área de Direito Digital

O Direito Digital é uma das áreas de maior ascensão na advocacia atual. Este ramo era classificado, há pouco tempo, entre as áreas de “novos direitos”, quando se falava em uma “advocacia do futuro” A popularização da Internet e seu caráter simplificado e colaborativo, especialmente em razão da facilidade de uso das redes sociais e aplicativos de comunicação, tornaram as questões jurídicas tecnológicas uma parte integrante do cotidiano.

Com o aumento da demanda por serviços jurídicos na área — e até mesmo com a “concorrência” dos novos robôs-advogados  — os advogados podem se perguntar: quais atividades um advogado pode realizar no Direito Digital? Pensando nisso, elaboramos uma lista de cinco campos de atuação para advogados “digitalistas”.

Confira:

1 – Civil litigioso

Esta é uma das atuações mais amplas no Direito Digital, pois lida com uma gama enorme de questões civis transportadas para a “vida digital”. Na verdade, a classificação como área “civil”, aqui, é mais para contrastar com a área penal. Por isso, não se restringe às causas cíveis, mas também trabalhistas e previdenciárias.

Nessas áreas, o advogado deve ficar atento a conceitos novos ou mesmo já existentes, mas que possuem nova roupagem. Privacidade, intimidade e honra estão entre os conceitos potencializados pelo contexto eletrônico. Já a reputação, por exemplo, possui ainda pouca discussão jurídica, mas é essencial na presença das pessoas on-line.

O campo mais movimentado nessas áreas relaciona-se com o dano moral e, também, com a justa causa trabalhista. Ou seja, o advogado, aqui, precisa dominar mais os aspectos do comportamento humano, para elaborar seus argumentos em torno de conceitos abstratos que a legislação prevê.

2 – Criminal

Há discussões homéricas nos meios jurídicos, a respeito do que chamamos de “crimes cibernéticos”. Advogados que pendam para uma atuação na área penal, terão grande interesse no tema, e deverão elaborar suas defesas com base em conhecimento mais técnico.

Embora haja uma quantidade grande de peritos na área de Tecnologia da Informação (T.I.), muitas vezes se torna difícil e caro que o advogado obtenha laudos e consultorias especializadas. Por isso, quando mais “curioso” for o advogado em torno de assuntos tecnológicos, melhor poderá organizar seus argumentos e convencer os juízes.

Não confundir essa área com a parte acadêmica em Direito Penal Digital. Muitos advogados entram em estudos acadêmicos nessa área, o que é muito importante, mas vai em direção contrária aos esforços de defesa processual, acabando por abordar políticas criminais.

3 – Contratos

É uma área empolgante, porque envolve principalmente jovens empreendedores que tiveram uma ideia e, agora, precisar se proteger juridicamente no mercado. Você certamente já ouviu falar de startups, aquelas empresas iniciantes, de baixo orçamento, mas com ideias geniais que podem explodir e gerar grandes lucros em pouco tempo, rompendo com padrões e criando novos produtos e serviços que todo mundo vai querer comprar e contratar.

O advogado que atua nessa área deverá ter noção de negócios e um bom preparo em terminologia relacionada ao tem. Saber o que significa “investidor-anjo”, “bootstrapping” e “due diligence” é só o começo.

Os contratos de transferência de tecnologia também entram nessa área.

4 – Consultoria

A consultoria em Direito Digital envolve um pouco de tudo, devendo o advogado ter conhecimento global sobre todos os aspectos possivelmente envolvidos na atividade do cliente.

Diferente da atuação judicial e da técnica contratual, a consultoria é mais preventiva, preparando o cliente para aquilo que vier. O consultor em Direito Digital poderá, também, atuar na preparação de outros advogados e departamentos jurídicos, ajudando-os a se atualizarem e terem melhor preparo para atender seus respectivos clientes.

O perfil do advogado consultor, nessa área, é de alguém que sempre pensa à frente. Dominar o inglês é essencial, para que tenha acesso a livros e textos mais avançados e possa trazer aos clientes novas ideias e estratégias.

5 – Compliance

A expressão inglesa “to comply with”, em tradução livre, significaria “estar em conformidade com”. Com as leis anticorrupção, hoje cada vez mais famosas em todo o mundo, potencializou-se a figura do chamado “compliance officer”, que é a pessoa que comandará um processo intenso e contínuo de análise da adequação das empresas à legislação geral e específica ao setor.

Para o Direito Digital, o compliance também é importante, principalmente com as discussões e publicações legais sobre a área, a exemplo, no Brasil, do Marco Civil da Internet.

O advogado que queira atuar nessa área deve ter um preparo adicional em administração de empresas e linguagem corporativa. Consideramos esta como sendo uma das áreas mais difíceis para atuação do advogado, pois há ainda pouco material, escassos cursos de qualidade e uma concorrência forte, principalmente porque há executivos de empresas que, sem serem advogados, já atuam no ramo e têm conhecimento prático e poder de negociação amplos.

Se há algum tempo o Direito Digital era considerado, por alguns, como uma área nada diferente do Direito Civil em geral, com essas possibilidades de atuação vemos que a história é bem diferente! É claro que a atuação em uma dessas subdivisões não exclui as demais, e exigem variadas habilidades (como boas técnicas de escrita jurídica), mas é interessante olhar cada uma com atenção e ver que todas são amplas o suficiente para exigir do advogado muito esforço e dedicação.

Gostou de ler sobre tecnologia para advogados? Se quiser aprofundar mais no assunto, não deixe de conferir nossos vídeos sobre novas tecnologias aplicadas ao Direito no curso Ganhe dinheiro na nova era do direito.

Guest post feito por Gustavo D’Andrea, do site Forense Contemporâneo um dos primeiros blogs de opinião jurídica do Brasil. Clique aqui e conheça os outros artigos do autor na área de opinião jurídica.

 

Você sabe o que é Direito Digital?

Atualmente, uma das áreas de maior proeminência no Direito é o Direito de Internet ou Direito Digital. No entanto, ainda são poucos os profissionais efetivamente familiarizados com esse ramo, bem como suas práticas e principais particularidades. Continue a leitura e entenda mais sobre o que é Direito Digital.

Afinal, o que é Direito Digital?

Pelo nome, Direito Digital parece apenas um conceito que envolve as áreas jurídicas mais tradicionais, porém na internet e por meio das tecnologias de informação e comunicação. Mas isso não é verdade. Direito Digital vai muito além.

A internet revolucionou relações jurídicas clássicas e fez com que o Direito necessariamente se adaptasse a essa nova realidade. O Direito do Consumidor, por exemplo, hoje tem que lidar com um aumento exponencial de compras online, bem como a prestação de serviços de forma remota.

No Direito Penal, normas como a Lei nº 12.737 (também conhecida como Lei Carolina Dieckmann) e a Lei nº 13.718 (Lei de Importunação Sexual) previram novas tipificações para crimes que anteriormente não existiam, ou não eram tão comuns, como o furto de dados pessoais por meio da invasão de dispositivos informáticos e divulgação de imagens e vídeos.

Ou seja, é uma nova realidade para o Direito. Por mais que ela envolva diversas áreas clássicas, da Propriedade Intelectual ao Direito do Trabalho, ainda assim suas especificidades exigem maior cuidado e atenção por parte de advogados. A principal forma de se introduzir no assunto é por meio do Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709).

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Como funciona o Marco Civil da Internet?

Promulgado em 2014, a Lei nº 12.965 é a principal legislação sobre Direito Digital no Brasil. Elogiada e até mesmo copiada em diversas outras jurisdições, o Marco Civil da Internet estabelece princípios e garantias para os mais diversos agentes envolvidos nas relações online: usuários, setor privado (provedores de conexão, de aplicação e de conteúdo) e governo.

Por exemplo, estabelece em quais casos e quem será responsabilizado por comentários feitos em sites e em redes sociais, as regras para a discriminação do tráfego de dados no Brasil, a possibilidade de obtenção de dados privados para fins judiciais e investigatórios etc..

Foram baseadas nessa legislação, por exemplo, as quatro determinações de bloqueio ao WhatsApp no Brasil em 2016. Ainda que criticadas por vários aspectos, essas decisões judiciais evidenciam não apenas a importância que esses aplicativos têm em nossa vida atualmente (comércio, comunicação, educação, liberdade de expressão, etc.), como também demonstram a necessidade de maiores debates e maturidade na discussão sobre o tema.

Desafios para o futuro

E quais desafios para o futuro ainda restam nessa discussão? Veja alguns deles:

Criptografia e proteção de dados pessoais

Com a migração crescente para comunicações online (e-mail, WhatsApp, Facebook e outros apps), há também maior interesse da polícia federal e civil pela obtenção de informações privadas trocadas nessas plataformas. Por mais que o Marco Civil e Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais protejam a privacidade e segurança de dados pessoais, até onde as leis serão absolutas? A criptografia é legal?

Liberdade de expressão online

Liberdade de expressão não é poder dizer tudo o que quer. Na internet, há essa impressão, especialmente porque muitos o fazem de maneira anônima, por acreditarem que não podem ser identificados. Mas isso é um engano. Qualquer usuário pode ser identificado, ainda que por seu número de IP. Ou seja, a responsabilização por injúria, calúnia e outros crimes ainda existe no ambiente online.

Com essas informações sobre Direito Digital em mãos, fica mais fácil aplicá-las na prática da advocacia. Ainda tem dúvidas sobre o tema? Sugestões? Deixe um comentário.

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Conheça as perspectivas da carreira de professor de Direito

Muitos estudantes de Direito se decidem sobre qual rumo tomar após se tornar bacharel ainda no decorrer do curso. Alguns têm perfil mais acadêmico e optam por seguir a carreira de professor de Direito. No post de hoje, explicamos brevemente os caminhos necessários para se tornar um e as perspectivas dessa carreira.

O ingresso na carreira acadêmica

A primeira medida que um aspirante a professor deve fazer é buscar conhecimento por meio das especializações lato sensu (pós-graduação) ou strictu sensu (mestrados ou doutorados). Alguns bacharéis tentam aprovação diretamente para a especialização strictu sensu, mas outros optam por fazer uma pós-graduação antes. Não há regras.

Fazer uma especialização é sinônimo de continuação de estudos. Na maioria das faculdades públicas ou particulares, são realizados concursos para que o estudante entre nos cursos de mestrado e doutorado. As provas costumam exigir bastante do candidato, que deve se preparar bem para ser aprovado.

A necessidade de especializar-se existe pela demanda das universidades que contratam os professores de nível superior. Raramente se encontra uma faculdade particular que admite um acadêmico sem mestrado. Já nas universidades públicas, ter uma especialização strictu sensu é requisito obrigatório.

É bastante comum vermos bacharéis que fazem especializações concomitantemente com o exercício da advocacia. Conciliar as duas funções demanda uma boa gestão de tempo e disciplina.

Perspectivas na carreira de professor de Direito

As especializações abrem os caminhos para ser professor de Direito. Porém, aquele que entra na carreira acadêmica deve ter, além de domínio na área do conhecimento, experiência profissional na área e técnicas didático-pedagógicas. Com esse tripé, as perspectivas serão as melhores possíveis.

Média salarial

O salário de um professor universitário varia conforme qualificação (títulos), experiência, trabalhos publicados (artigos, livros etc.) e local onde leciona (rede pública ou privada).

Na rede federal de ensino outros fatores influenciam, como a quantidade de horas dedicadas, a classe do professor (auxiliar, assistente, adjunto, associado ou titular) e o número de promoções recebidas.

O piso salarial de um professor universitário da rede federal, da classe auxiliar, no regime de dedicação exclusiva, fica entre R$ 4.300,00 e R$8.800,00. Já o titular recebe entre R$7.600,00 e R$ 17.000,00.

Campo de atuação

Além de lecionar em universidades públicas (ingresso mediante concurso público) e nas privadas, o professor de Direito pode atuar em cursos especializados, como, por exemplo, os cursos preparatórios para concursos (OAB, tribunais, magistratura).

Em todas essas opções, o professor de Direito poderá lecionar dentro da sua área de pesquisa ou atuação, como Direito Administrativo, Constitucional, Penal, do Trabalho etc.

Ele também terá a opção de lecionar no ensino a distância, modalidade que tem crescido muito nos últimos anos. Se não estiver satisfeito, poderá ainda optar por adentrar na área de pesquisa científica, que é introduzida aos estudantes de mestrado e doutorado de forma obrigatória.

Construir e consolidar a carreira de professor de Direito requer um estudo frequente. A impressão — e realidade — é que se passa a vida inteira dentro da Universidade, mas com um retorno ótimo: contribuir para a formação de novos profissionais e para a reflexão sociocultural.

O Direito, afinal, está passando por grandes mudanças proporcionadas principalmente pelas inovações digitais e para você aprimorar seus conhecimentos na Era do Direito 4.0, não deixe de aprender diversas novas habilidades em nosso curso Ganhe dinheiro na nova era do direito.

 

O que é necessário para seguir carreira na promotoria?

Os bacharéis em Direito tomam vários rumos em sua vida profissional, e em muitos momentos é difícil escolher um. O extenso leque de possibilidades de atuação jurídica é, inclusive, um dos motivos pelos quais muitos optam por esse curso. Uma das áreas com muita procura é a carreira na promotoria. Separamos algumas informações a respeito dela, continue a leitura e entenda mais.

Função e perfil de um promotor de Justiça

O promotor de Justiça é um representante do Ministério Público (MP), e atua na esfera estadual ou federal (MPE ou MPF), na justiça comum ou especializada (Militar, Eleitoral e do Trabalho). Esse órgão é responsável por defender os interesses da sociedade e os direitos dos cidadãos, e não é subordinado a nenhum poder.

Assim, são funções do MP e, consequentemente, do promotor de justiça, conforme dizeres do próprio Ministério Público:

  • defender a ordem jurídica e o regime democrático;
  • defender os interesses sociais e os direitos individuais indisponíveis (direito à vida, ao trabalho, à liberdade, à saúde etc.) e os direitos difusos e coletivos (consumidor, meio ambiente, patrimônio público, criança, adolescente, idoso etc.);
  • propor a ação penal pública e fiscalizar a lei na ação penal privada.

Um bom promotor apresenta características como:

  • bom poder de persuasão, já que atua, em muitos casos, perante o juiz;
  • facilidade de argumentação;
  • interesse pelo estudo de áreas tangentes ao Direito, como Filosofia, Ética, Economia etc.
  • boa capacidade de comunicação oral e escrita;
  • comprometimento e dedicação com o interesse público;
  • personalidade firme para garantir uma atuação independente de suas funções;
  • discrição e seriedade na vida pública e na vida privada.

Carreira na promotoria

Para se tornar um promotor, você precisa ficar sempre atento aos editais, mas em regra o interessado deve atender, cumulativamente, aos seguintes requisitos:

  • ser brasileiro;
  • ser bacharel em Direito;
  • ter 3 anos de experiência (atuação jurídica, que pode ser na advocacia, no serviço público etc.);
  • estar quite com o serviço militar, se homem;
  • gozar dos direitos políticos;
  • não apresentar antecedentes criminais incompatíveis com o exercício da função;
  • ser aprovado no concurso público, no exame médico e no exame psicotécnico.

O processo seletivo do concurso público pode variar conforme o órgão que o faz (MPE, MPT, MPF etc.). Em geral, são 5 etapas: prova objetiva, prova dissertativa, peça prática e avaliação de títulos (mestrado ou doutorado).

Progressão na carreira de promotor

Aquele que ingressa no Ministério Público se torna Promotor de Justiça. O primeiro nível da carreira é o Promotor de Justiça Substituto, que ocupa o cargo quando necessário (licença-médica, férias, licença-gestante etc.). Ele pode atuar em todo o Estado sob jurisdição do MP ao qual se vinculou.

A promoção na carreira, feita por antiguidade ou merecimento, leva o Promotor Substituto a se tornar Promotor de Justiça de entrância inicial, intermediário e final (nesta ordem). A classificação se relaciona com o tamanho da cidade.

Ao atingir a entrância final, o Promotor poderá se tornar Procurador de Justiça, caso obedeça aos requisitos exigidos para tal.

Seguir a carreira na promotoria requer muito estudo para a aprovação no concurso. Dedicação e paciência são duas das chaves para o sucesso de quem deseja ser promotor e desfrutar das vantagens do funcionalismo público. Para que você possa ter sucesso nessa empreitada, não deixe de conferir as dicas no nosso artigo: Profissão concurseiro: como criar uma rotina de estudos e ter sucesso nas provas

Você sabia que é possível ser um correspondente e conciliar os estudos com uma fonte de renda? Quer saber mais sobre o assunto? Preparamos um e-book gratuito com diversas dicas para você poder equilibrar rotina e carreira: O Guia Definitivo do Advogado Recém-Formado.

 

5 motivos para fazer uma pós-graduação em Direito

A cada dia que passa o mercado de trabalho se torna mais competitivo. No caso do Direito, a competição é ainda mais acirrada devido à variedade de atuação. Diante desse desafio, uma solução é se dedicar a um curso de pós graduação para que o profissional se especialize em áreas jurídicas específicas, o que o tornará um advogado mais capacitado.

À vista disso, falaremos neste artigo sobre 5 motivos para iniciar uma pós graduação em Direito. Confira!

1. Especialização em uma área do Direito

O Direito é um curso bastante amplo que proporciona aos seus graduados o contato com diversas ramificações. São áreas jurídicas específicas, como Direito Civil, Direito Penal, Direito do Trabalho, Direito Ambiental, dentre outras.

Tais ramos de conhecimento são apresentados aos alunos durante a graduação de forma geral, por meio de seus conceitos básicos e principais leis que regem o assunto.

Como todas as áreas são densas e ricas em conteúdo, depois da graduação, é indicado ao profissional do Direito eleger uma delas para se especializar e se dedicar ao seu estudo aprofundado.

Esse aprofundamento pode ser feito por meio da pós-graduação, que apresentará ao bacharel um estudo direcionado à área em que escolheu, a partir da análise de doutrinas específicas, casos concretos e jurisprudências diretamente relacionadas ao tema.

2. Ampliação do networking

Um curso de pós-graduação, além de proporcionar o estudo específico de determinada área de conhecimento, possibilita também a ampliação do networking.

Os professores e demais alunos do curso poderão agregar um conhecimento que irá além dos livros e dos artigos acadêmicos, a partir da troca de experiências profissionais e bagagem teórica de outros cursos realizados por eles.

Além disso, os contatos estabelecidos na pós-graduação poderão proporcionar indicações para novas oportunidades de emprego, ampliação da cartela de clientes e parcerias profissionais.

Além da pós-graduação existem outras técnicas para aumentar o seu networking. Sobre isso, escrevemos um artigo com 5 dicas sobre como fazer networking sendo recém-formado.

3. Expectativa de aumento da remuneração

Atualmente, com tantos profissionais capacitados no mercado, é preciso se destacar por meio de especializações e formações técnicas avançadas.

Essa especialização tem muita importância para os escritórios de advocacia e para as empresas no geral, que procuram cada vez mais advogados com conhecimento diferenciado.

E a tendência de valorização para esses profissionais, que procuram se especializar e atualizar os seus estudos, é de aumento da remuneração ou do recebimento de uma promoção.

Esse fato foi comprovado por uma pesquisa realizada pela consultoria Robert Half no mercado de trabalho brasileiro e constatou que 66% dos profissionais que concluíram cursos de pós-graduação ou MBA tiveram seus salários aumentados.

4. Vivência do Direito na prática

Um dos pilares do curso de pós-graduação é o foco na aplicação do conhecimento em casos práticos do dia a dia do mercado de trabalho.

Para o Direito, ainda que a teoria e a doutrina sejam muito importantes para a formação de um bom profissional, é de extrema importância que a prática jurídica seja levada em consideração na hora de se especializar.

Somente por meio da análise de julgados e de casos reais é que o profissional poderá verificar e constatar quais são as linhas de decisão mais utilizadas na atualidade pelas jurisprudências brasileira e mundial.

E o curso de pós-graduação é o caminho ideal para quem quer entrar em contato com a aplicação do Direito nos dias de hoje.

5. Atualização constante

Mesmo que o profissional do Direito já tenha feito uma pós-graduação e se especializado em uma área de preferência, é essencial estar sempre atualizado para as novidades e tendências da doutrina e da jurisprudência.

A sociedade e o pensamento mudam a todo o momento e o Direito está em coordenação com essas mudanças. Por isso, é preciso que os profissionais dessa área estejam dispostos a reciclar suas ideias e modos de atuação para as novidades do mercado.

Este é outro motivo para fazer uma pós-graduação, que possibilitará ao graduado o contato com os posicionamentos e as correntes de pensamento mais modernas do Direito.

O conhecimento jurídico é muito amplo e oferece aos seus graduados uma série de opções para especialização. É por isso que um curso de pós-graduação será um diferencial de destaque em seu currículo!

Enquanto não decide qual especialização seguir, que tal aprimorar seus conhecimentos na Era do Direito 4.0 em nosso curso Ganhe dinheiro na nova era do direito?

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